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Me despedindo de Portugal

Minha última refeição em Portugal, resolvi fazer perto de onde estava hospedada, em Alvalade. Caminhei um pouco pelo bairro para ver se tinha algo que me interessasse e encontrei o Restaurante O Luis. Nessa época do ano não é fácil encontrar restaurantes abertos por conta do período de férias de maioria das pessoas. A casa tinha um aspecto simples, mas simpático.
Em pouco tempo começou a encher, e aí pensei, é, não deve ser ruim. Percebi que muitos eram clientes da casa, e nada de turistas.
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Olhei o cardápio e achei interessante o Coelho no Churrasco, já que raramente se vê coelho em São Paulo. Queria ver também se serviam bem macio, porque não é uma carne tão fácil de se trabalhar.
Para acompanhar, o garçom me sugeriu o Vinho Monte das Serras 2015 do Alentejo.
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Depois de um tempo finalmente chegou o Coelho no Churrasco ( 11,50), uma porção generosa acompanhado de batatas fritas sequinhas.
A carne estava maravilhosa, macia, suculenta e levemente crocante por fora. O alho que vem no tempero do coelho parece marinado em vinho tinto, muito bom! Junto à carne vem também verduras estilo picles que combinam muito.
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A comida estava muito boa, os preços são bem convidativos e o couvert não é “empurrado”, sendo pago apenas o que é solicitado. Achei um custo benefício bem interessante.
Cheguei meio dia, o que foi perfeito para conseguir uma mesa sem reserva nem espera. Apesar da correria que fica com a casa cheia, o serviço é bem ligeiro e muito simpático.
Também possuem vários rótulos de vinho meia garrafa, ótimo para quem vai sozinho.

Restaurante O Luis
Endereço: R. José Duro 29, 1700-111 Lisboa, Portugal.
Telefone: 351-21 849-1862.
Horário de funcionamento: Seg a Sex das 8h às 22:30; Sáb das 8h às 16h.

Restaurante Guião em Évora

Já de volta a Lisboa no finalzinho da viagem por Portugal, fui conhecer Évora, na parte mais interiorana e quente de Portugal. De Lisboa é possível ir de trem ou ônibus, mas como os horários de trem eram pouco flexíveis, resolvi ir de ônibus. A  viagem é bem confortável e a paisagem bem interessante, passando por regiões com produção de cortiça.
Voltando da famosa Capela dos Ossos, encontrei esse restaurante pequeno e aconchegante.
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Por sorte cheguei às 12:30 e havia ainda 2 mesas disponíveis, o restante estava ocupado ou reservado.
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Aqui um pouco da decoração da casa.
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Perguntei se havia as famosas bochechas de porco preto, uma das iguarias da região, e por sorte era um dos pratos que o garçom indicava aos clientes.
Para combinar com o meu prato principal, pedi uma sugestão e veio o vinho tinto Reguengos 2014 da região do Alentejo. Dizem que nos vinhos do Alentejo sente-se menos tanino e são menos complexos. Este tinha aroma de frutas vermelhas com tanino suave.
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De entrada, azeitonas e polvo com alho e azeite. O polvo estava meio estranho, algumas partes duras e outras aguadas como se tivesse acabado de descongelar. Pena.
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Depois de quase meia hora a casa estava completamente cheia e qualquer pessoa que chegava à porta era dispensada, sem a existência de lista de espera. Quem quiser tentar a sorte pode ficar esperando, mas os funcionários avisam que não há como prever quando ou se terá mesas disponíveis. Mais uma vez fico tranquila e não me sinto pressionada a comer logo por conta de filas de espera, muito bom.
Agora sim, o meu prato tão esperado, as Bochechas de Porco Preto Assadas no Forno!
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A bochecha estava espetacular, bem macia, desmanchando na boca e pouco gordurosa. Essa carne é primeiro cozida e depois assada e vem com um molho delicioso. A carne tem um pouco de cheiro, mas o sabor é muito agradável.
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A carne ainda vem acompanhada de batatas perfeitamente fritas e um purê verde, que tem sabor de espinafre com alho e azeite.
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O restaurante é bem aconchegante e fica bem localizado, próximo de pontos de interesse para visitação.

Restaurante Guião
Facebook: https://www.facebook.com/Restaurante-T%C3%ADpico-Gui%C3%A3o-278837868964240/
Endereço: R. da República 81, 7000 Évora, Portugal.
Telefone: +351 266 703 071.

Restaurante O Gaveto, um clássico famoso pelos pratos com frutos do mar

Localizado em Matosinhos, onde é possível chegar tranquilamente de transporte público saindo do centro de Porto, o Restaurante O Gaveto também foi uma das indicações espetaculares que recebi.
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Ao entrar no estabelecimento, a primeira surpresa são os enormes tanques com lagostas e caranguejos.
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Ao lado esquerdo um bar para quem quer ficar tomando cerveja e petiscando.
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Seguindo mais ao fundo as mesas em ambiente bem tradicional.
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Pedi sugestões de pratos bem típicos. Então o maître começou a me trazer pequenas porções para que eu pudesse experimentar várias coisas.
Primeiro o Percebes pela qual me apaixonei. A aparência é muito esquisita, parece até um alien. Logo me ensinou como se comia, e que delícia, você até esquece da aparência dele, hahaha.
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É bem simples, com os dedos puxa a pele da parte preta e se come o que está dentro. Como é cozido, a textura não causa estranhamento.
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Para acompanhar a refeição, um vinho branco Alvarinho 2015 feito para a casa.
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O pão estava divino, melhor ainda com azeite. Até pensei, não posso encher a barriga de pão, mas é difícil resistir.
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Sardinha pequena inteira a escabeche, maravilhoso o tempero e a textura dessa sardinha.
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Pastel de bacalhau, sinceramente o melhor que já comi até hoje em termos de sabor e textura. Muito bacalhau, e a fritura perfeita, bem sequinha e crocante, mantendo a parte interna bem cremosa. Aqui tive a certeza de que realmente gosto de bolinho de bacalhau, hahaha, meus traumas acabaram.
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Bacalhau Gomes de Sá um prato que se aproveita o rabo do peixe, misturado com batata cozida, ovo cozido, salsinha, cebola e azeite. Também muito bom.
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Linguado com batata e grelos, folha de uma espécie de nabo, com sabor muito delicado, que combina muito bem com o linguado que também tem sabor mais suave. Nem preciso dizer que estava perfeito, né, rs.
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Já não estava aguentando comer mais nada, quando insistiram que experimentasse a sobremesa especialidade da casa, o Pão de Ló de Alvara, acompanhado do Graham’s 20 Anos.
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Diferente de um pão de ló tradicional, por dentro é muito cremoso. A base é simples, vão ovos, farinha, leite, açúcar, e o segredo é a temperatura do forno que não deixa cozinhar completamente o bolo.
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O atendimento da casa é muito cordial, e digno de um ótimo restaurante.

Restaurante O Gaveto
Website: http://www.ogaveto.com/
Facebook: https://www.facebook.com/restauranteogaveto/
Endereço: Rua Roberto Ivens, 826, 4450-249 Matosinhos, Portugal.
Telefone: (+351) 229 378 796.
Horário de funcionamento: todos os dias das 12:00 às 01:30.

Visitando a Quinta do Bonfim na Região do Douro

Depois de conhecer onde os vinhos são envelhecidos, nada como conhecer a origem de tudo na Região do Douro, uma das regiões produtoras de uvas mais antigas e com maior quantidade de regras no mundo. A Quinta do Bonfim está localizado no coração do Alto Douro, a cinco minutos de caminhada da estação de trem de Pinhão.
A família Symington é proprietária de 27 quintas (vinhedos) na região do Alto Douro que produzem uvas para as suas marcas Graham’s, Cockburn’s, Dow’s, Warre’s e Quinta do Vesúvio.
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Na área de visitação, já na sala de recepção, existe uma pequena exposição contando um pouco sobre a história de produção de vinhos na região do Douro. Aqui a maquete de um barco que costumava transportar os barris de vinho até a Vila Nova de Gaia no Porto. Era uma aventura por conta das fortes correntezas do rio Douro neste trecho.
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A Quinta do Bonfim  possui 76.9 ha que contribuem para a produção de vinhos do porto Dow’s. Nessa região com declividades que chegam a mais de 30% e temperaturas variam de -2°C a 42°C, a colheita é feita manualmente, exatamente por conta dos terrenos inclinados.
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As videiras estavam carregadas e maduras, pois estávamos próximo da época de colheita. Uma delícia, super doce! Quem sabe um dia ainda participo de uma colheita.
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A família Symington até hoje produz vinho à moda antiga com pisa humana, como é o caso do vinho Quinta do Vesúvio, mais um motivo pela qual escolhi para comprar e guardar por um tempo, quem sabe os 10 anos sugeridos, hehe. A imprecisão do método humano dá um certo charme e aumenta a curiosidade no resultado final, que é uma surpresa.
Lembrando que parte da prensa é feita de forma mecânica, com robôs imitando o pisoteio, para dar conta da produção. É muito interessante porque a minha tendência é de acreditar que a produção manual é melhor, mas a máquina, segundo o João que me apresentou a Quinta, permite o melhor controle, tornando o produto mais perfeito, e sendo possível prever melhor o resultado final.
No Alto Douro, a família Symington possui duas importantes vinícolas, a Quinta do Sol em Régua e na Quinta do Bomfim em Pinhão. Aqui o local onde as uvas são prensadas.
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Durante o processo de produção no Douro, ocorre a mistura de vinhos da região com os que estão em Vila Nova de Gaia. Os vinhos de Vila Nova de Gaia possuem mais aromas  e a mistura permite a evolução mais rápida dos vinhos.
Nas pipas e barris ocorre a oxidação e em até 40 anos os vinhos vão clareando e depois desse período vão escurecendo. É interessante que durante o tempo em pipas e barris, o volume líquido vai diminuindo, em 25 anos perdem 35% do volume, e em 50 anos 60%. Em 100 anos o produto fica denso e meloso.
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Para fechar a visitação, a degustação de alguns vinhos.
1. Altano Branco 2015 – vinho branco seco, fresco, floral, frutado (frutas tropicais amarelas). Harmoiniza bem com peixes, mariscos, aperitivos e saladas frias.
2. Post Scriptum 2014 – vinho tinto com aromas de frutas negras do bosque, ameixas pretas e tanino elegante. Harmoniza bem com carnes brancas e peixes do mar.
3. Quinta do Vesúvio 2012 – vinho tinto, aroma de frutas silvestres e bergamoto, cheiro de baunilha intenso, toque mineral, envelhecido em carvalho francês novo. Harmoniza bem com vitelo, cabrito, outras carne vermelha em geral e queijos fortes.
4. Dows LBV 2011 – vinho do porto considerado um dos melhores ano no Douro, tem aroma de frutas negras, cerejas, ameixas pretas, mirtillo, cacau amargo, e tem final seco, apimentado. Harmoniza bem com bolo de chocolate amargo, e queijos fortes como o Blue Cheese.
5. Dows 20 anos – vinho do porto, aroma de frutas secas, caramelo, só que muito mais suave e seco comparado à linha Graham’s, mas não tem a mesma intensidade. Harmoniza bem com pratos à base de ovos.
6. Vintage Dow’s Quinta do Bonfim 2005 – vinho do porto, não é de um ano clássico e tem capacidade de envelhecer mais uns 15 anos. Vem aroma de frutas vermelhas do bosque maduras, cassis, toque floral e final seco e apimentado.
7. Vintage 1985 Dows – vinho do porto com aroma de compotas, bem equilibrado, possui acidez, considerado um dos melhores da década de 1980. Harmoniza bem com chocolates negros, queijos  e pato assado.
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Pedi para que o João me explicasse um pouco sobre os vinhos do Douro. Segundo ele, vinhos do Douro são mais intensos e complexos e podem ter aceitação mais difícil no mercado. É interessante que os terrenos inclinados permitem a produção de maior complexidade de aromas e sabores. Já os vinhos do Alentejo, por exemplo, são mais adocicados, e pelo fato dos terrenos serem mais planos e a região mais quente, o vinho é mais uniforme.
Foi mais um dia de muitos aprendizados, pena que não consegui passar mais horas por conta do retorno de trem. Definitivamente vale a pena curtir mais tempo, degustando os vinhos com a bela vista do Rio Douro.
Para a visitação é necessário agendamento prévio.

Quinta do Bonfim
Website: https://www.symington.com/news/quinta-do-bomfim
Facebook: https://www.facebook.com/pages/Quinta-Do-Bomfim-Dows-Port/215931858485629?fref=ts
Endereço: Quinta do Bomfim, 5085-060 Pinhão, Alijó, Portugal.
Telefone: (+351) 254 730 370.
Horário de visitação:
– 1 de Abril a 31 de Outubro: todos os dias das 10:30 às 18h.
– 1 de Novembro a 31 de Março: das 9:30 às 17h.
– Fechados nas seguintes datas: 25 de Dezembro, 1 de Janeiro e dias 22 e 23 de Fevereiro para treinamento da equipe.

Restaurante Veladouro em Pinhão na região do Douro

Continuando a visitação à produtora Symington, fui visitar a região do Douro, onde é feita a produção e processamento das uvas. A viagem de trem Saindo de Porto (Estação São Bento) até Pinhão dura cerca de 2 horas a 2 horas e meia e custa 11 a 13, dependendo do horário. Em alta temporada os trens são bem cheios, portanto é legal chegar cedo na estação para poder viajar sentado e pegar o assento da janela para curtir a paisagem. Abaixo a estação de trem em Pinhão.
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Peguei o trem bem cedo para poder conhecer um pouco a região e almoçar antes de fazer a visitação. Pedi indicação ao pessoal da Quinta do Bonfim e assim fui almoçar no Restaurante Veladouro. Tudo dá para ser feito caminhando, da estação de trem até o restaurante e depois a Quinta do Bonfim. O restaurante fica no final de uma rua que margeia o rio Douro.
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A fachada é discreta e existem mesas tanto na área interna quanto externa. Como estava muito quente preferi ficar dentro mesmo.
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A sugestão principal foi o porco preto, assim fui direto a ele no cardápio. Secretos de Porco Preto ( 15). Temperado de forma simples com um tipo de vinagrete, a carne era muito saborosa, gorda e macia. A parte mais gordurosa chega a ser amanteigada. Para acompanhar, uma taça de vinho da casa.
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Restaurante Bar Veladouro
Facebook: https://www.facebook.com/BarRestauranteVeladouro/
Endereço: Rua da Praia, 3, 5085-042, Pinhão, Portugal.
Telefone: (351) 254-731-794.
Horário de funcionamento: todos os dias das 10h às 0h.

Visitando Graham’s em Vila Nova de Gaia

Este era um dos meus passeios mais esperados em Porto, visita à Graham’s.
Vila Nova de Gaia fica na margem oposta do Rio Douro em relação ao centro histórico de Porto, e é onde estão as famosas caves de Vinho do Porto.
Atravessando a ponte Dom Luis, nas proximidades da margem do Rio Douro estão as caves como Cálem, Ramos Pinto, Burmester, Churchill’s, Cockburn’s Port, Ferreira, Offley Forrester, Real CA Velha, Rozès, Sandeman, W & J Graham e Taylor’s.
A Graham’s fica bem no finalzinho da margem, ficando muito claro que quem vai até lá, vai intencionado.
Graham’s é, simplesmente, a melhor e mais reputada casa de Porto, na opinião de Robert Parker, Michael Broadbent, Clive Coates e da revista Wine Spectator, entre outros. Segundo o crítico Robert Parker, trata-se do “melhor produtor de Porto do pós-Guerra”. Campeã absoluta de medalhas de ouro acumuladas no International Wine Challenge. Prestígio e qualidade incomparáveis.
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Logo após a entrada de pedestres, pode-se ver o restaurante deles, o Vinum, onde jantarei mais tarde.
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Mais para frente a rua de acesso à área de visitação cheio de videiras.
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Aqui já na sala de exposição, onde os visitantes podem passear enquanto aguardam o guia.
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Um pouco dos artefatos utilizados non passado.
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Aqui o famoso Porto Graham’s Colheita 1952 lançado em meados de 2012 em homenagem ao Jubileu de Diamante da Rainha Elizabeth II. Uma colheita histórica, tornando-se num dos vinhos do Porto mais elogiados pela imprensa especializada internacional. Possui aroma de nozes, ameixa seca e mel, com notas de frutos secos e caramelo e frescor de fruta cítrica.
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A produção das uvas ocorre no Douro, mas o envelhecimento é feito em Vila Nova de Gaia, onde o clima é ideal para o envelhecimento dos vinhos. Interessante lembrar a Graham’s é responsável por 33% do  mercado mundial de vinhos do Porto Premium, um número considerável.
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Ainda na adega. É… pelo jeito meu ano de nascimento não foi um bom ano de vinhos, rs.
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A Sala de Degustação logo após a passagem pela adega
pt-es_2016_0780Mais para frente a imponente Sala Privativa Vintage, onde pude provar Portos inesquecíveis. Em ambiente aconchegante  e atmosfera silenciosa com condições de degustação profissional, pode-se provar os vinhos premiuns.
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Começando a degustação com as explicações da Diana a minha guia particular super simpática e divertida. Era vinho que não terminava mais.
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Começamos com os Rubis, jovens, que são envelhecidos em grandes tonéis de carvalho americano, e assim o vinho não tem muito contato com a madeira e possuem cor vermelho bem escuro. Abaixo o Six Grapes e o vintage Quinta dos Malvedos 2004.
Six Grapes ( 15,95) – pode-se sentir tanino, ameixa e frutas secas, harmonizando bem com chocolates escuros e bolo de frutas.
Quinta dos Malvedos 2004 ( 39) – com maturação em garrafa, pode-se sentir framboesa e tanino, porém mais suave, harmonizando bem com queijos fortes.
Os vintages não passam pelo processo de fintragem, portanto podem envelhecer ainda um tempo em garrafa. No começo os vintages vêm com uma explosão de frutos e é muito tânico. Com o envelhecimento vai ficando mais arredondado, mais suave e passa para frutas vermelhas mais secas. Os preços variam de acordo com as safras.
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Passando para os Tawnies que são envelhecidos em barris de pequeno porte em carvalho português ou francês, portanto com maior contato com a madeira. Os Tawnies possuem cores como âmbar e caramelo.
Tawny 10 anos ( 21,95) – aromas de frutas secas, figo, ameixa, bem fresco. Harmoniza bem com presunto e amêndoas salgadas.
Tawny 20 anos ( 39.95) – aromas de amêndoas e casca de laranja. Harmoniza bem com ovos e foie gras.
Tawny 30 anos ( 72) – aromas de frutas secas intensas e mel. Harmoniza bem com nozes.
Tawny 40 anos ( 120) – puxa mais para whisky, com aroma de madeira bem forte.
Graham’s 1982 ( 120) – aromas de frutas secas.
Quinta do Vesúvio 1996 ( 95) – feita 100% com pisa de pé, suave, com aromas de framboesa, amora e chocolate.
Warre’s 1980 ( 135) – possui final bem seco, é mais alcoólico e lembra whisky.

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Após a degustação mais do que especial, umas comprinhas já com a idéia do que gostaria de trazer para o Brasil.
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Comprei o Tawny 20 anos e 30 anos, que como são filtrados não envelhecem, isto é, se eu guardar a garrafa de 20 anos por 10 anos não passa a ser um Porto de 30 anos, continua sendo de 20 anos.
E para entrar mais no clima e me estimular a estudar mais sobre vinhos, comprei o Vintage Quinta do Vesuvio 2013, feita 100% com pisa de pé, para brincar de envelhecer em casa. Dizem que foi um ano bom e que seria interessante deixar envelhecer uns 10 anos. É sempre uma loteria, ainda mais por eu não ter condições ideiais de armazenamento, mas vale a intenção e a surpresa quando abrir, hehehe.
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Experimentei no total 9 vinhos do Porto muito especiais e no final fiquei apreciando um que gostei muito enquanto aguardava o jantar.
Impressiona a tecnologia envolvida na produção da Graham’s. A infraestrutura de visitação é muito elegante e organizada. Aqui a idéia não é de atender o turismo de massa, e geralmente as visitas são feitas com reservas. Por ser mais isolado em relação a outras caves à beira do Rio Douro, é mais raro aparecer turistas ao acaso.
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Após um descanso com a bela vista do Rio Douro, o jantar no Vinum Restaurant & Wine Bar. Começando com pão fresco e azeite fantástico da casa.
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Não poderia faltar o tradicional bacalhau, aqui fatiado bem fino com pasta de azeitonas e pimenta.
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Deliciosas alheiras feitas com carnes e aves com pimentões verdes e vermelhos. Defumado, crocante por fora e muito cremoso por dentro.
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Vinho branco Altano, bem frutado,cítrico, bem refrescante, perfeito para o calor do verão europeu.
E vinho tinto Pombal do Vesuvio 2014 com toque mineral e frutos maduros.
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Conforme entardecia, a paisagem se tornava ainda mais linda, e porque não, romântica!
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Prato principal, robalo assado com azeite, alho salsinha e pimenta, acompanhado de batatas. A textura estava impecável e a simplicidade do tempero ressalta a qualidade do produto.
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De sobremesa figos portugueses frescos com sorvete de nata. Eu adoro figos, mas até quem não gosta deveria experimentar os figos de Portugal, são outra coisa, de uma doçura e sabor inesquecíveis e viciantes.
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E claro, não podia faltar o Vinho do Porto Tawny 30 Anos, que vai muito bem com creme e castanhas.
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Esta foi uma das experiências mais especiais da minha vida. Agradeço de coração à toda a equipe da Graham’s / Symington por esse dia inesquecível!

Graham’s
Website: http://www.grahams-port.com/
Facebook: https://www.facebook.com/grahams.port.wine/
Endereço: Rua do Agro 150, 4400-281 Vila Nova de Gaia, Portugal.
Telefone: 351 223 776 484 / 485
Horário de visitação: todos os dias das 9:30 às17:30.

O serviço impecável da Taberna dos Mercadores

Localizado em uma ruela bem apertada, encontrei a Taberna dos Mercadores, indicada e reservada por um amigo meu. Como turista, acho que dificilmente iria parar em um lugar tão escondido. Quando cheguei a casa estava fechada ainda, e como não há muitas indicações de que é um restaurante como os estabelecimentos próximos, é fácil ficar na dúvida se está no lugar certo.
pt-es_2016_0722Começam a abrir as amplas janelas e é possível ver um salão bem enxuto, mas muito charmoso. Estão terminando as arrumações e todos do lado de fora começam a espiar curiosos e ansiosos.
A porta se abre e informam que podem entrar apenas aqueles que fizeram reserva. Um casal ainda insistiu dizendo que esperariam por uma mesa, e os garçons informam que não há previsão nem garantia de vaga. Aqui não fazem questão de segurar clientes, simplesmente informam que não há vaga e só com reserva. De certa forma gosto muito dessa posição, primeiramente porque o restaurante é bem pequeno, segundo porque com reserva consegue-se planejar melhor e terceiro porque não me sinto pressionada de sair logo, fico muito confortável de ficar o tempo que eu quiser até o fechamento da casa.
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Fiquei em uma mesa estratégica, entre a cozinha aberta e o salão, permitindo com que eu acompanhasse tudo bem de pertinho.
As janelas amplas permitem a entrada de muita luz natural indireta, deixando o ambiente do salão muito agradável. Tudo é muito aconchegante.
A cozinha aberta é bem minimalista, mas o suficiente para atender o salão completo. A parte superior das paredes são aproveitadas para guardar as garrafas de vinho que acabam virando parte da decoração.
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Para começar e seguindo as experimentações de vinhos verdes, um delicioso e refrescante vinho com notas de frutas amarelas e maçã, com acidez de limão siciliano no final.
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Couvert com pães variados e um azeite delicioso.
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Entrada, vinagrete de polvo que estava impecável, o polvo macio, os temperos equilibrados, além de ser perfeito para os dias de calor.
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Pedi a recomendação de um prato típico que eu não encontrasse em qualquer lugar. Este é  a Açorda de Marisco ( 17,50), que vai pão, azeite, frutos do mar, ovo cru e coentro, que vem em uma panela bem quente.
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O garçon mexe tudo como se fosse o Bibimbap koreano e serve. O sabo é extremamente equilibrado com a surpresa de sabores de frutos do mar a cada garfada. Tem coentro que não sou muito fã, mas nesse prato a quantidade estava ótima para mim. A porção individual é bem generosa.
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Já estava bem farta, mas porque não fechar com uma sobremesa? A perfeita combinação do vinho do Porto (afinal estamos em Porto, não é mesmo?) com doces à base de ovos. Esse doce era assado, feito com coco, ovos e amêndoas.
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Ainda insistiram que eu experimentasse o tradicional Pudim do Abade de Priscos, típico de Braga. Na receita vão ovos e vinho do Porto, realmente espetacular.
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Na cozinha onde trabalham dois funcionários, nesse dia estava pilotando o fogão um cozinheiro brasileiro  que mora em Portugal há 10 anos.
Como a cozinha é muito enxuta, não conseguem estocar muitos produtos, assim tudo costuma ser muito fresco.
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O serviço do salão é absolutamente impecável. Os garçons, que são muito simpáticos por sinal, fazem os pedidos, servem os vinhos, tiram as espinhas dos peixes, misturam os pratos como o meu, trazem os peixes para a cozinha, limpam as mesas, e tudo com muito primor. Realmente fiquei impressionada com a qualidade do serviço em uma taberna pequenina e escondida.
Aqui até brincaram que eu já estava pronta para trabalhar na equipe deles com a camisa combinando, hahahah.
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Muita gratidão pela belíssima experiência!
Este é um dos lugares marcantes que gostaria de voltar muitas vezes, pena que fica tão longe, rs.

Taberna dos Mercadores
Facebook: https://www.facebook.com/tabernamercadores/
Endereço: R. dos Mercadores 36, Porto, Portugal.
Telefone: (351) 22 201 0510.
Horário de funcionamento: Todos os dias das 12:30 às 23h.