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Me despedindo de Portugal

Minha última refeição em Portugal, resolvi fazer perto de onde estava hospedada, em Alvalade. Caminhei um pouco pelo bairro para ver se tinha algo que me interessasse e encontrei o Restaurante O Luis. Nessa época do ano não é fácil encontrar restaurantes abertos por conta do período de férias de maioria das pessoas. A casa tinha um aspecto simples, mas simpático.
Em pouco tempo começou a encher, e aí pensei, é, não deve ser ruim. Percebi que muitos eram clientes da casa, e nada de turistas.
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Olhei o cardápio e achei interessante o Coelho no Churrasco, já que raramente se vê coelho em São Paulo. Queria ver também se serviam bem macio, porque não é uma carne tão fácil de se trabalhar.
Para acompanhar, o garçom me sugeriu o Vinho Monte das Serras 2015 do Alentejo.
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Depois de um tempo finalmente chegou o Coelho no Churrasco ( 11,50), uma porção generosa acompanhado de batatas fritas sequinhas.
A carne estava maravilhosa, macia, suculenta e levemente crocante por fora. O alho que vem no tempero do coelho parece marinado em vinho tinto, muito bom! Junto à carne vem também verduras estilo picles que combinam muito.
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A comida estava muito boa, os preços são bem convidativos e o couvert não é “empurrado”, sendo pago apenas o que é solicitado. Achei um custo benefício bem interessante.
Cheguei meio dia, o que foi perfeito para conseguir uma mesa sem reserva nem espera. Apesar da correria que fica com a casa cheia, o serviço é bem ligeiro e muito simpático.
Também possuem vários rótulos de vinho meia garrafa, ótimo para quem vai sozinho.

Restaurante O Luis
Endereço: R. José Duro 29, 1700-111 Lisboa, Portugal.
Telefone: 351-21 849-1862.
Horário de funcionamento: Seg a Sex das 8h às 22:30; Sáb das 8h às 16h.

Restaurante D’Bacalhau – almoço na região do Parque das Nações

Um dos locais que mais tinha vontade de visitar em Lisboa era o Oceanário de Lisboa.
E realmente valeu a pena, a estrutura é gigantesca e nos sentimos no fundo do oceano, e como o espaço é restrito, podemos ver uma quantidade grande de espécies num só passeio.
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Uma das exposições que mais sonhava em ver era do Takashi Amano, chamado “Florestas Submersas“. Em sua obra (aquários plantados com técnicas de jardinagem japonesa e conceito wabi sabi), em constante mutação, presenciamos e aprendemos a ver a beleza na natureza impermanente, imperfeita e incompleta. Como o artista cita em um dos audiovisuais, “nada dura, nada está acabado, nada é perfeito”.
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Após passear pela exposição, a procura por um lugar para comer na região do Parque das Nações onde está o Oceanário. Sendo muito turístico, o risco de entrar em um lugar com comida voltada para turistas era alto.
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Andei muito, indecisa, olhando estabelecimento por estabelecimento, até que resolvi tentar este, Restaurante D’Bacalhau.
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Sim, havia muitos turistas e os pratos mais em conta que algumas pessoas estavam pedindo estava com cara péssima. Até pareciam ser feitos e sobras, o que realmente não duvido. Então decidi pelo Bacalhau a Lagareiro, acompanhado de uma taça de vinho branco. Foi uma grata surpresa, uma posta generosa, suculenta e deliciosa de bacalhau.
Fica a dica, peça um a la carte normal, mesmo um pouco mais caro, e fuja dos pratos econômicos! rs.
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Restaurante D’Bacalhau
Website: http://www.restaurantebacalhau.com/
Facebook: https://www.facebook.com/restaurantebacalhauexpo/
Endereço: Rua da Pimenta 45 – Zona Ribeirinha Norte, 1990-254 Parque das Nações, Lisboa, Portugal.
Telefone: 218-941-296
Horário de funcionamento:
Almoço: 12h às 16h.
Jantar: 19h às 23h.

Museu da Cerveja em Lisboa

A Praça do Comércio é um dos pontos turísticos de destaque, especialmente para quem vai a Lisboa pela primeira vez.
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Aproveitando o passeio pela praça e arredores, visitei alguns museus, e claro, não podia deixar de visitar um museu ligado a comes e bebes, não é mesmo? Na foto acima, do lado direito encontra-se o Museu da Cerveja.
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Na área externa ou no térreo, a cervejaria para curtir as cervejas geladas com petiscos ou ter uma refeição em ambiente interno sofisticado com pratos típicos de Portugal.
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Aqui também tem pastéis de bacalhau recheados com queijo estrela da serra.
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No começo da exposição, a velha conexão com o Brasil…
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Antes de começar o passeio, recebemos um copo de cerveja. O legal é curtir a exposição bebendo cerveja, isso é sim entrar no clima, rs.
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A exposição conta um pouco da história da cerveja em Portugal, dos primórdios até o início da produção industrial, a história dos produtores nacionais, um levantamento de cervejas nos países de língua portuguesa e ainda conta com uma reprodução de uma adega monástica, mostrando a lentidão da produção artesanal dos séculos XVI e XVII.
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A exposição do Museu da Cerveja é relativamente pequena, então, fui visitar vários outros museus na região. Esse, ainda na Praça do Comércio, no lado oposto, mostrava um pouco sobre a cultura da navegação, e achei divertidíssima a parte que conta sobre o ensino da natação, hahahah. Surreal…
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Até que vi a foto! Meu deus!!! hahahaha.
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Já fora da praça, o Museu do Dinheiro.
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Até parece a casa do Tio Patinhas!
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A arquitetura é linda e a exposição muito interessante, contando a história do dinheiro, seus padrões pelo mundo ao longo da história da humanidade.
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Ainda no Museu do Dinheiro, este dia tive a oportunidade de ver a exposição das obras da artista Teresa Milheiro, com o tema Gil Vicente, encenando o imaginário associada à metamorfose da travessia, da vida para a morte, através de esculturas-marionetes.
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Museu da Cerveja
Website: http://www.museudacerveja.pt/
Endereço: Terreiro do Paço – Ala Nascente, Nº 62 a 65, 1100-148, Lisboa, Portugal.
Telefone: 351 210 987 656
Horário de funcionamento:
Cervejaria: Todos os dias das 12:00 às 24:00.
Núcleo Museulógico: Todos os dias das 12:00 às 22:30.

Museu do Dinheiro
Website: http://www.museudodinheiro.pt/destaques
Endereço: Rua de S. Julião 150, 1100-150 Lisboa, Portugal.
Telefone: 351 21 321 3240.
Horário de funcionamento: Qua. a Sáb., das 10h00 às 18h00.

Os deliciosos Bolinhos de Bacalhau

Pois, admito que nunca gostei de bolinhos de bacalhau… Mas adoro quando me convencem do contrário! Experimentei vários aqui no Brasil e nunca gostei, geralmente com fiapos secos parecendo sobras de bacalhau de quinta categoria e muito salgados.
No entanto, sempre tive a expectativa de um dia encontrar um que eu gostasse.
Com a chance de visitar Portugal, experimentei alguns em diferentes locais. Como esperado, amei! Mas claro, nem todos foram bons, rs. Aliás, lá eles chamam de pastel de bacalhau e não bolinho como chamamos aqui.

1) O Gaveto
Localizado em Matosinhos, onde pode-se chegar de transporte público a partir da área central de Porto, é um restaurante bem tradicional, famoso pelas especialidades com frutos do mar.
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Aqui pude conhecer o melhor bolinho de bacalhau que comi na minha vida. Levemente crocante por fora, fritura sequinha, com interior macio, suculento, equilibrado no tempero e na proporção dos ingredientes e com muito bacalhau.
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2) Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau
Localizado na movimentada e turística Rua Augusta, em Lisboa, a fachada charmosa chama a atenção de longe.
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São dois andares, no piso de cima, algumas mesas e os sanitários.
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Vista do piso superior.
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A mocinha muito simpática que fica enrolando os pastéis de bacalhau.
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Aliás, todos os funcionários aqui são muito simpáticos e atenciosos.
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O diferencial deste estabelecimento é o recheio com o famoso queijo Serra da Estrela.
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O que achei? Fantástico!!! A massa do pastel é delicioso e esse recheio é incrível.
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Não resisti, e como fiquei alguns dias em Lisboa, voltei, desta vez para provar a harmonização com o vinho do Porto Branco. Mais uma descoberta sobre as harmonizações de vinhos do Porto com pratos salgados.
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3) Pastéis de Belém
Próximo ao Mosteiro dos Jerônimos, um local que vale uma visita se estiver em Lisboa, este estabelecimento é dos mais famosos. Internamente parece um gigantesco labirinto, imagino que tenha sido o resultado de constantes ampliações. Dizem que fica muito cheio, especialmente em períodos de alta temporada, como a que fui, assim, resolvi ir cedo, para um café da manhã antes de visitar o Mosteiro dos Jerônimos. Foi uma escolha acertada, pois estava vazia e pude experimentar vários quitutes da casa com calma e conforto.
pt-es_2016_0380Entre os itens que pedi, estava o pastel de bacalhau. Sinceramente, fiquei muito desapontada. Estava frio, massudo de batata e com pouco sabor de bacalhau.
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4) Casa Brasileira
Também localizada na Rua Augusta em Lisboa, é uma casa bem conhecida, especialmente pelos doces tradicionais portugueses.
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Como havia pastel de bacalhau no cardápio, resolvi provar. Era gigante…
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E proporcionalmente decepcionante. Era mais um bolinho de batata, na qual vc pode ter a sorte de encontrar algum pedaço mal cortado de bacalhau. Fora a pimenta do reino em excesso.
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Apesar de ter experimentado alguns bolinhos ruins para péssimos, fiquei felicíssima pela oportunidade de conhecer pastéis de bacalhau absolutamente incríveis!

1) O Gaveto
Website:
Endereço: .
Telefone: (
Horário de funcionamento: todos os dias das 12h às 1:30.

2) Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau
Website:
Endereço: .
Telefone: (
Horário de funcionamento: todos os dias das 10h às 20h.

3) Pastéis de Belém
Website: http://pasteisdebelem.pt/
Endereço: R. Belém 84-92, 1300-085, Lisboa, Portugal.
Telefone: (351) 21-363-7423
Horário de funcionamento: todos os dias das 8h às 23h.

4) Casa Brasileira
Facebook: https://www.facebook.com/casabrasielira/
Endereço: R. Augusta 267, 1100 Lisboa, Portugal.
Telefone: (351) 21-346-9713
Horário de funcionamento: todos os dias das 7h às 1h.

 

Mercado de Alvalade Norte, Portugal

Quando chego a uma cidade que não conheço, uma das primeiras coisas que procuro são os mercados. Nesses lugares é possível conhecer um pouco da cultura local.
Hospedada no bairro de Alvalade em Lisboa, Portugal, tive a feliz oportunidade de frequentar o Mercado de Alvalade Norte.
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Por ser época de férias (Agosto), infelizmente muitas barracas estavam fechadas, mas deu para ter uma idéia de produtos locais consumidos.
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Na parte de frios, chama muita a atenção os peixes e frutos do mar diferentes.
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Na parte de hortifruti, vários produtos de dar água na boca, como esses cogumelos frescos.
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Uma das coisas mais fáceis de consumir são as frutas, tanto pelo calor do verão europeu quanto pela praticidade para quem fica batendo a perna o dia todo.
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Esse figo foi um dos melhores achados, suculento, extremamente doce e saboroso. reparem que a parte interna avermelhada predomina. Confesso que virou um vício e não vai ser fácil achar figos tão espetaculares como estes.
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Os queijos já estavam na minha lista de produtos a conhecer. É tanta opção e novidade que fica difícil escolher.
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Esse é o Queijo de Azeitão, queijo de ovelha portuguesa da região de Azeitão, que possui Denominação de Origem (D.O.). O cheio é relativamente forte, motivo pela qual decidi não trazer para o Brasil, rs.
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Possui uma fina casca mais firme e por dentro é bem cremoso. Uma delícia!
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Mercado de Alvalade Norte
Endereço: Avenida do Rio de Janeiro, 1700 – 330, Alvalade, Lisboa .
Telefone: 351 211 358 613.
Horário de funcionamento: Ter a Sáb 7h às 14h.