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Bottle Bag ou Bolsa para Vinhos

Trabalhando em restaurante, reparei que alguns clientes traziam suas garrafas de vinhos e espumantes. Nem todo o restaurante possui cartas amplas, ou as bebidas que os clientes querem degustar, assim, várias pessoas levam suas próprias bebidas. Alguns restaurantes cobram para poder levar a própria garrafa e outras não. É a chamada “taxa de rolha”. Segundo Elisângela Hesse, autora do post “Saiba tudo sobre a taxa de rolha nos restaurantes do Brasil“, “O motivo da taxa é simples: ao tomar o seu próprio vinho o restaurante terá de disponibilizar taças adequadas, balde de gelo, decanter e outros serviços“.
Achava interessante, mas foi só quando ganhei a minha bolsinha de garrafa é que a coisa ficou divertida. Essa charmosa bottle bag vermelha veio com champagne dentro, mas agora uso para levar as minhas garrafas geladas a restaurantes ou casa de amigos.
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Aqui ainda deixo alguns modelos que achei lindo e/ou prático. Maletinha para três garrafas.
BottleBag_006Versões com materiais tipo neoprene.
BottleBag_009Delicados, em estilo oriental.
BottleBag_005Em grande estilo, como da Krug.
BottleBag_003A clássica maletinha com taças da Veuve Clicquot. Adoro esse tom de amarelo e as taças, quem sabe um piquenique romântico, rs.
BottleBag_001Outra maleta que adorei para poder fazer um piquenique completo, imagine, além das garrafas ainda cabe o lanchinho!
BottleBag_008As bolsas podem ser adquiridas em lojas especializadas de vinhos e acessórios de cozinha. Já os promocionais são mais difíceis de conseguir, geralmente disponibilizados em épocas festivas, mas vale a pena adquirir um se puder.
Que tal aproveitar um dia lindo para um piquenique bem charmoso, ou curtir a bebida que você escolheu ou ganhou em um restaurante com as comidinhas e o ambiente que você adora!

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Fava de Baunilha

SpoonCook.2015_0218A fava de baunilha faz toda a diferença nas receitas, gosto de usá-lo sempre que posso. O valor também já não é tão alto como costumava ser. Na última compra que fiz, paguei R$ 16,00 por duas favas no Mercado Municipal de São Paulo. Deixo aqui dicas para utilizá-lo.

  1. Faça um corte na longitudinal.
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  2. Com a ajuda de uma faca pequena, raspe a fava na parte interna.
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  3. O que sai são inúmeros pontinhos pretos que serão utilizados nas receitas.
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  4. A fava pode ser utilizada no meio da receita também, especialmente quando se esquenta, por exemplo, o leite do pudim. Mas eu prefiro colocar no potinho de açúcar para ter um açúcar perfumado de baunilha que pode ser utilizado de diversas formas, tanto para receitas quanto para simplesmente adoçar uma bebida.

Que venha 2014!!!

O ano novo sempre me faz lembrar de duas delícias que gosto muito, o soba e o moti (ou mochi). No Japão existe o costume de comer soba, feito de trigo sarraceno, na passagem do ano, ritual conhecido como Toshikoshi soba,  isto é, soba de passagem de ano. Comer soba na passagem de ano possui significados como vida longa, longa felicidade e prosperidade.
No capítulo de “No Reservation” em Hokkaido, do Anthony Bourdain aparece o famoso soba. vale a pena dar uma espiada, é bem bacana!

Como estou no Brasil, e os últimos dias do ano foram infernais de calor, optei pela versão gelada do soba (hiyashi soba). Esse fiz no estilo do restaurante em que trabalho, o Kinoshita – caldo a base de shitake, kombu e katsuobushi, e no topo pepino e folha de shisso verde, delicadamente fatiados. E um toque especial, pétalas de capuchinha amarela da minha hortinha, heheheh. Muito, mas muito refrescante mesmo!
COOK.2013_380O moti, também faz parte do ritual de passagem de ano. O moti tsuki, ou bater moti, é feito nas vésperas, com o uso de um pilão japonês de madeira. São necessárias duas pessoas, um batendo e o outro ajeitando a massa com mão umedecida. Lembro da cena na minha infância, famílias reunidas, os homens revezando na bateção e a mulherada ajeitando a massa e depois porcionando. A massa fica bem lisa e firme. A cena era mais ou menos assim, como não tenho fotos da época, encontrei essa na internet. Juro que ficava com o coração na boca pensando que se a mulherada vacilasse, perderia a mão. Olha a foto, acho que ela também pensava o mesmo, kkkk.
MotiTsuki_001Fonte: http://www.naguisa.com.br/noticias/especial1201.html

Diz a lenda que o moti simboliza a união (as pessoas trazendo o arroz cozido para bater, todos ajudando na preparação) e prosperidade.
O moti que estou postando hoje, não foi batido tradicionalmente no pilão, mas sim comprado na lojinha de produtos japoneses. Escolhi a versão importada, que costumo gostar mais. Obviamente não resisti e acabei comprando o oshiruko pronto (doce com feijão azuki). Sim, para fazer uma porção apenas, acho desperdício comprar um saco de azuki, que provavelmente estragaria e jogaria fora.
COOK.2014_007O moti costumo assar na grelhinha de fogão mesmo. Na brasa é bem legal, mas na falta ajuda muito.
COOK.2014_006Agora, adoooro quando parece que vai explodir, kkkk. Uia!!! kkk
COOK.2014_004Para começar, não devia, mas vamos direto à sobremesa, aprendi com alguém do restaurante, não é Tamis??? kkkk. Oshiruko com moti. Aí sim, finalmente matei a mega vontade que estava.
COOK.2014_005O que não pode faltar no ano novo é o ozooni, feito com caldo a base de shitake, kombu, katsuobushi, acompanhado de moti e outros ingredientes como cogumelos, verduras, legumes, entre outros. As receitas podem mudar de família para família e região para região.
COOK.2014_001Ainda o moti pode ser apreciado de formas extremamente simples. Um dos meus preferidos é esquentar o moti e mergulhar na mistura de shuyu com açúcar. Muito coisa de infância!!!
COOK.2014_003E por fim, assar o moti pincelando um pouco de shoyu e servir com nori.
COOK.2014_002Só uma atenção, cuidado com o moti que pela textura pode ser perigosa, especialmente para crianças e idosos, que podem engasgar.

Natto: uma relação de amor ou ódio!

Quando se fala em natto, para quem conhece, vem logo a reação de amor ou de repulsão profunda, hehehe. Mesmo sendo uma iguaria apreciada em muitas famílias japonesas, nem todos acabam pegando o gosto pelo natto.
Pois bem, o natto, para quem não conhece, é um alimento tradicional japonês feito com soja fermentada, rico em proteínas. As características mais marcantes são o cheiro, repulsivo a muitas pessoas, e a consistência pegajosa, semelhante ao quiabo. Segundo Agro Nippo, além dos nutrientes da soja, o natto possui a enzima nattokinas e é rico em vitamina K2, trazendo inúmeros benefícios: “afina” o sangue, dissolvendo coágulos sanguíneos e prevenindo infartos; melhora a absorção do cálcio; estimula a memória e auxilia no bom funcionamento do intestino.
Desde pequena, aprendi que comer natto deixava a pessoa inteligente, hehehe, não sei se é verdade, mas sempre comi, por isso e por adquirir gosto pela iguaria. Antes, encontrávamos apenas marcas nacionais, como o da Agro Nippon (foto abaixo).

Spoon_Natto_001Mas hoje em dia, encontramos  com certa facilidade, em casas de produtos japoneses, as versões importadas, sejam em copinhos, sejam em bandejinhas quadradas porcionadas de isopor.

Spoon_Natto_004Geralmente ele é servido com uma porção de arroz japonês (gohan), mas antes ele costuma ser misturado com: shoyu; karashi e shoyu; karashi, shoyu e cebolinha; nabo ralado (daikon oroshi) com shoyu; ovo cru batido e shoyu; e por aí vai. As versões importadas do Japão costumam vir com molho, que também pode ser variado. Ah, tem também no Japão a versão de nattos sem cheiro, desenvolvido para atender às pessoas que não gostam do cheiro forte. É comum servirem natto com gohan no café da manhã, mas também pode ser servido em outras refeições. Em hotéis no Japão que possuem as duas opções de café da manhã, ocidental e oriental, sempre oferecem o natto. Esse aqui é o que preparei com karashi (espécie de mostarda japonesa), shoyu e cebolinha. É importante misturar bem.

COOK.2013_353Além dessas versões, ainda pode-se misturar a outros alimentos, como o atum cru em cubinhos, shoyu e cebolinha, fica divino!

Spoon_Natto_002Pode ainda ser servido de outras formas, como o tofu substituindo o arroz, ou mesmo um belo temaki.

Spoon_Natto_003Sei que a aparência não é lá essas coisas, mas vale experimentar!! Para amenizar, de repente é legal começar com as versões importadas que costumam ter cheiro e sabor mais ameno, rs. Ou prove num restaurante japa, porque não? rsrsrs.

Debate Olivier Anquier x BoicotaSP

Debate Olivier Anquier x BoicotaSP

Anquier x BoicotaSPDesde o começo, já achava estranha a proposta do BoicotaSP: “vamos listar os lugares que exploram demais e criar um grande guia de boicote para qualquer coisa que saia do razoável. Aqui você pode saber que lugares da cidade cobram demais por entrega de menos.”
Tá, mas, quais os critérios??? Então fui visitar o site e coisas que encontro:
Sobre estabelecimento em aeroporto internacional: “Isso que eu ainda nem mencionei o preço do Toddynho, né? R$4,50 por um negócio que vendia na cantina da escola por R$1,50. Grau de Exploração: 5
Grau de exploração de quem? Ah tá, os custos de um estabelecimento em aeroporto é o mesmo que de uma cantina de escola? Sério mesmo?
Se o estabelecimento cobra preços absurdos e oferece serviços péssimos, o próprio mercado regula isso, as pessoas não voltam, simples assim. Ou não???
Porque em nenhum momento essa discussão coloca claramente critérios como qualidade de ambiente, de atendimento, dos produtos, a localização, etc.? Soa mais como uma plataforma que quer causar confusão, alimentada por pessoas ignorantes, que sequer param para pensar nos custos de uma empresa.
Um garçom que te atende com educação e simpatia, que não derruba comida em você, que sabe resolver prontamente problemas que ocorram, custa muito mais que aquele mal criado que te ignora. Ou não? O treinamento adequado dos funcionários tem custo?
A comida que você come, qual a procedência e qualidade? Um cozinheiro hábil, com experiência, que entrega pratos no prazo adequado, com uma carne ao ponto, macia, e bem temperada custa o mesmo que um cozinheiro que te entrega uma sola de sapato?

Para refletir, não?

Assistam o debate:

http://www1.folha.uol.com.br/comida/2013/04/1270286-restaurateur-anquier-e-criador-do-boicotasp-divergem-sobre-critica-publica-a-precos.shtml

Quer entender melhor sobre os custos no Brasil? Acesse a matéria do Super Interessante “Por que tudo custa tão caro no Brasil”:

http://super.abril.com.br/blogs/crash/pagina-exemplo/?fb_action_ids=605648419453779&fb_action_types=og.likes&fb_source=other_multiline&action_object_map=%7B%22605648419453779%22%3A542362819139810%7D&action_type_map=%7B%22605648419453779%22%3A%22og.likes%22%7D&action_ref_map=%5B%5D