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Komah

Finalmente na folga do final do ano passado pude conhecer o tão falado Komah. Localizado no Barra Funda, um pouco fora do circuito gastronômico, diria até que fica escondido, como um tesouro a ser descoberto. A fachada é bem discreta e fica em uma região cheio de galpões.
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Assim que entramos, uma arquitetura que agrada, simples, limpo e ao mesmo tempo descolado e aconchegante. A cozinha fica no fundo do salão, ocupando um espaço bem discreto.
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Olhando para a janela ornada de plantas, o contraste com certa degradação urbana do lado externo. Junto à janela estão as mesas comunitárias.
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O balcão, que diferente dos que costumo frequentar, não chama muita a atenção, mesmo porque não se vê funcionários preparando pratos ou drinques. Aqui eu prefiro ficar na mesa.
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De segunda à quanta existe a opção do menu degustação (R$ 80), uma ótima opção para poder conhecer todos os pratos da casa.
Começamos com o Banchan – seleção diária de 4 acompanhamentos. Tudo muito saboroso, os cogumelos, o peixe desidratado, o broto de soja e o tofu.
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Claro que não podia faltar o Kimchi, o melhor que já comi.
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Um dos pratos que eu mais queria experimentar, Yukhoe – steak tartare coreano, gema curada e pera asiática. Perfeito para dias de calor, com muito frescor, sabor e textura.
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Samgiopsal – pancetta assada, glaceada com molho gochujang, que é servido com folhas variadas e arroz.
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Seleção de folhas orgânicas para acompanhar a pancetta. Amei as folhas de gergelim, algo que não conhecia. O seu formato lembra muito as folhas de shisso, mas o sabor é completamente diferente.
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Aqui a montagem do Samgiopsal, dentro das folhas o arroz, a pancetta, molho samjang e cebolinha temperada.
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Kimchi Bokumbap – arroz salteado com kimchi e omelete cremoso por cima. A textura e sabor do arroz é espetacular!
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Galbi jim – costela bovina braseada com molho shoyu e gengibre. Para comer lambendo os dedos.
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Chegamos no horário de abertura da casa, às 18:30. Estava vazio, mas em questão de meia hora a quarenta minutos as mesas já estavam todas tomadas e às 20h já havia espera em plena quarta-feira.

Komah
Facebook: https://www.facebook.com/komah.restaurante/
Endereço: R. Cônego Vicente Miguel Marino, 378 – Barra Funda, São Paulo – SP, 01135-020.
Telefone: (11) 3569-7956.
Horário de funcionamento: Seg à Sáb das 18:30 às 23:30.

Almoço de domingo no Ovo e Uva

Um lugar gostoso para almoçar no domingo? Que tal o Ovo e Uva?
Ovo e Uva é uma mistura de bar de vinhos, restaurante, rotisseria e empório. Logo na entrada uma ampla estante com vinhos que enche os nossos olhos. Mal nos acomodamos na mesa, queria ver o que iríamos degustar no almoço.
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O estabelecimento é praticamente com corredor largo, e após a estante dos vinhos, existe o balcão e mesas até o fundo.
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Começamos com a Finca Las Moras, pode-se sentir morangos frescos, um floral, ótimo para acompanhar o bate papo antes de começarmos o almoço.
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O destaque aos domingos é o famoso Galeto de TV (para 2 pessoas) com batata bolinha, arroz biro-biro, farofa e vinagrete (R$ 79). Lembrando que os acompanhamentos podem ser repetidos à vontade.
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Maravilhoso confort food!
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Para fechar o almoço delicioso, pedimos a Lírica Crua que conhecemos no Tuju para apresentar aos nossos amigos. Como já descrito no post do jantar no Tuju, este espumante não passa pelo processo de dégorgement, mantendo a pureza e essência, sendo rica pela presença das leveduras no interior da garrafa. É levemente turvo, com aromas de fruta cítrica, pêra fresca, flores brancas e leve toque de pão. O seu frescor combinou bem com o dia que estava quente.
Espumantes geralmente servidos em taças flûte, ou flauta, mas neste caso, é indicado uma taça mais aberta. O funcionário gentilmente nos explicou a melhor forma de degustar e nos trouxe as duas taças para podermos comparar. E que surpresa! O espumante na taça mais aberta ficou incrivelmente melhor, com nuances que não percebemos na taça flûte.
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Além da dica do almoço de domingo, existem as opções de almoço durante a semana e pratos e petiscos para um agradável happy hour.

Ovo e Uva – Vinho & Comida
Website: http://ovoeuva.com.br/
Facebook: https://www.facebook.com/ovoeuva/
Endereço: Rua Mateus Grou, 286, São Paulo, SP.
Telefone: (11) 3085-3070.
Horário de funcionamento: Seg a Sáb das 12h às 0h; Dom das 12h às 17h.

Petí, uma agradável experiência

Quem me conhece sabe que dificilmente saio de casa em pleno verão, no sol do meio dia,  com temperatura acima de 30°C. Mas esse restaurante eu tinha que conhecer, aproveitei o fechamento do restaurante em que trabalho no Carnaval para conseguir finalmente ir justamente no almoço, horário em que eu costumo trabalhar.
O Restaurante Petí do Chef Victor Dimitrow fica dentro da loja Pintar Materiais Artísticos, uma parceria perfeita para mim, juntando arte e gastronomia no mesmo lugar. Fica pertinho do Allianz Parque, bem fora da região que eu costumo frequentar.
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Dentro na loja é fácil me distrair com tanta coisa bacana que me faz lembrar a época da faculdade de arquitetura. O restaurante não é tão óbvio de se achar, com entrada sutil logo abaixo da escadaria, o que cria um certo ar de mistério.
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O espaço do restaurante é enxuto, mas encanta em cada detalhe. Aqui a vista para a horta, um charme a mais para quem ama essas hortinhas urbanas. Muita luz natural com detalhes das plantas espalhadas pelas estruturas e mesas cria um ambiente onde se poderia passar horas.
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Escolhi a mesa entre a horta e a vista da cozinha, podendo observar os cozinheiros em ação, um dos meus lugares absolutamente favoritos!
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Couvert com o pão da casa e uma taça de vinho tinto para começar. A sensação é de estar viajando por algum lugar da Europa, é como se em alguns minutos você fosse teletransportado para fora de São Paulo.
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O pão é delicioso e vem dentro desse saco rústico de papel, adorei o detalhe.
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De entrada, Bastermá de pato, hommus de feijão fradinho e escabeche de berinjela branca. Deliciosa combinação de texturas e sabores.
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Prato principal, Barriga de porco, croqueta de morcilla, purê de brócolis e chutney de repolho roxo. Um dos melhores pratos com barriga de porco que já experimentei, espetacular equilíbrio de todos os elementos. E a morcilla? Sim, igualmente inesquecível, crocante e sequinho por fora e cremoso por dentro.
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Sobremesa, Bolo de fubá, creme de queijo da canastra, granita de café e chocolate da amazônia. Deliciosamente leve com doçura na medida certa.
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Pedi o menu completo de R$ 43,50, custo benefício mais do que bom. Com vinho e café minha conta foi de R$ 71,50.
Esse tipo de experiência é o que realmente gosto quando vou a um restaurante ou algo do gênero. Ambiente agradável, atendimento eficiente e simpático, pratos que são uma obra de arte em todos os sentidos, um conjunto de elementos que fazem você mergulhar em um espaço curto de tempo num mundo diferente e de sensações inesquecíveis.

Restaurante Petí
Website: https://www.petirestaurante.com.br/
Facebook: https://www.facebook.com/restaurantepeti/?fref=ts
Endereço: Rua Cotoxó, 110, Pompéia, São Paulo, SP. Dentro da loja Pintar Materiais Artísticos.
Telefone: (11) 3873 – 0099.
Horário de funcionamento: Seg à Sáb das 12h às 15h.

Almoço no Tuju – o ambiente que encanta

Voltamos ao Tuju no almoço, inicialmente pelo interesse em visualizar melhor a arquitetura. Já na fachada as hortinhas móveis que despertam a curiosidade.
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Em geral, o glamour em restaurantes está na noite, mas neste caso, achei o Tuju de dia muito mais charmoso. Todos os detalhes verdes encantam e fazem uma composição harmônica com a arquitetura. De noite mal se vê esses detalhes.
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Começamos com o vinho Sonrojo, 100% Garnacha (Navarra – Espanha), com acidez leve, limpa o paladar e refresca, perfeito para o belo dia de sol.
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Enquanto aguardamos a entrada, chegam os deliciosos pães, que podem ser repetidos à vontade. Acompanhados de manteiga, azeite e sal, são simplesmente viciantes.
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De entrada, escolhemos a Lasanha aberta de lagostim e cucurbitáceas. Leve, delicado, mas sem perder o sabor.
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Prato principal, Peixe ao estilo “escama do dragão”, mexilhões, tomate momotaro e bambu. Peixe no ponto, bem suculento, todos os elementos combinando, e o destaque fica para a crocância das escamas de peixe.
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Sobremesa, Terezinha: texturas de laranja e cachaça. Espetacular! Refrescância, sabores, texturas, tudo muito integrado. Sendo bem sincera, gostei muito mais do que as sobremesas do menu degustação de quinze etapas.
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Para finalizar, um café delicioso do Coffee Lab acompanhado de um macaron de erva-mate. E que macaron! Comeria uma caixa desse macaron.
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Após o belo almoço, uma leve caminhada pelos espaços do restaurante. Interessante ver tantas espécies em um espaço limitado em área urbana. Tivemos a sorte também de ver várias árvores com frutos.
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O jardim vertical é lindo, nesse dia, cheio de cachos de tomatinhos cereja.
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Por fim, a horta coberta que de noite chama mais atenção porque fica destacada com a iluminação, enquanto o restante da vegetação se perde no escuro.
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Adorei a experiência de dia no Tuju, com a integração de todos os elementos desse projeto lindo, além de um menu de almoço delicioso e na medida. Ótimo custo benefício (R$ 75).
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TUJU
Website: http://tuju.com.br/
Facebook: https://www.facebook.com/tujurestaurante/?fref=ts
Endereço: Rua Fradique Coutinho, 1248, Pinheiros, São Paulo, SP.
Telefone: (11) 2691-5548
Horário de funcionamento:
Almoço: Ter a Sex 12h às 15h; Sáb, Dom e Feriado 13h às 16h
Jantar: Ter a Qui 19:30 às 23h; Sex e Sáb 19:30 às 0h.

Últimas compras em Abrera, Espanha

Já quase me despedindo da Europa, as últimas compras para encher as malas.
Pois é, cozinheiro ou pessoas que gostam muito de comida é assim, as compras acabam sendo focadas em mercados e feiras, kkk.
O conselho da minha amiga Bel, foi de tentar comprar vários dos produtos que eu queria em Abrera, pois os preços costumam ser bem menores que em Barcelona, que é um grande centro turístico.
O Mercado Municipal de Abrera é pequeno, mas atende bem às necessidades dos moradores locais. No andar térreo estão várias lojinhas de produtos variados, açougue, ervas, produtos orgânicos, conservas, etc., e no subsolo um supermercado.
A loja de produtos orgânicos possuía alguns produtos interessantes como estes caldos. Foi onde comprei algumas cervejas artesanais orgânicos locais.
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Esta loja era uma tentação só. Azeitonas maravilhosas, bacalhau, enlatados diferentes com peixes e frutos do mar, molhos e o Vermute que ainda ganhei de presente.
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Aqui o açougue com os presuntos Pata Negra com preços muito inferiores se comparado ao mercado de Barcelona. Pedi para embalar à vácuo vários presuntos, incluindo o famoso Joselito, embutidos e queijo Manchego.
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Para finalizar a viajem inesquecível refeições caseiras com muito amor e carinho. Figos fantásticos, de uma doçura e sabor sem igual, uma fruta que se tornou um vício em Portugal e Espanha.
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E esse mimo? Dá para sentir mais carinho que este? Prepararem um repeteco um dos pratos que você mais gostou na viagem não tem preço. É para deixar muita saudade.
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Refeições sempre regados a bons vinhos.
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E essa panqueca deliciosa que mais parece uma obra de arte.
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E para fechar, uma tradicional Cava!
Enorme gratidão por todo o carinho e a oportunidade de conhecer lugares e sabores que ficarão para sempre na minha memória.
Um brinde aos amigos, à Portugal e à Espanha!
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Mercado Municipal de Abrera
Endereço: Rambla Torrentet, 16, 08630 Abrera, Espanha.
Telefone: 34 937 70 03 95.
Horário de funcionamento: Seg a Sáb das 8h às 21:15.

Último dia em Barcelona

De volta a Barcelona um pouco antes do embarque de retorno ao Brasil, aproveitei para bater pernas na cidade que havia visitado há quase 20 anos atrás. Como o tempo estava curto, foi tudo bem corrido.
Um lugar que não poderia deixar de visitar era a Sagrada Família que visitei como estudante de arquitetura há quase duas décadas. Ver como avançaram as obras de um grande ícone arquitetônico é no mínimo emocionante.
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A parte central que era um “buraco” inacabado quando visitei da primeira vez estava coberto e deslumbrante com jogo de luzes e cores. Impossível não se encantar e se emocionar neste espaço.
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A algumas quadras da Sagrada Família e loja de cervejas artesanais Beer Store. Além das cervejas importadas de várias partes da Europa, estantes com cervejas regionais. A vontade de levar um de cada era enorme. Pedi ajuda ao dono da loja para escolher alguns rótulos que dificilmente encontraria no Brasil.
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Os preços? Super tentadores! Olha aí uma das minhas cervejas favoritas, a Duchesse de Bourgogne a preço de banana, hehehe.
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Andando mais um pouco, cheguei ao museu de chocolate, em catalão Museu de la Xocolata (MX).
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Assim que entramos um café com muitos itens à base de chocolate.
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Claro que não podia deixar de experimentar o Chocolate Quente.
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Mas o melhor mesmo foi o Croissante de Chocolate com massa maravilhosa!
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A entrada para o museu é esta barra de chocolate. Eles perguntam de onde você está vindo e selecionam a bandeira correspondente, um mimo!
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O museu possui uma série de ilustrações sobre a história do chocolate na Espanha, assim como equipamentos utilizados antigamente. Confesso que não foi dos museus mais empolgantes… Mas valeu principalmente pelo croissant de chocolate, hahaha.
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Andando mais um pouco, o Centro Cultural El Born.
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Uma paradinha para refrescar dentro do Centro Cultural no bar e restaurante El 300 del Born. Esta cerveja estava deliciosa, perfeito para os dias quentes do verão europeu.
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De fora não fazia ideia do que havia dentro. A surpresa é inevitável, tanto a arquitetura do edificação quanto as escavações da cidade que está sob o El Born e Bairro Gótico. No local do antigo mercado, em uma das reformas, se descobriu esse sítio arqueológico riquíssimo, o que fez mudar os rumos do projeto, tornando-se hoje um centro cultural.
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Saindo pelo lado oposto à praça aberta, fui tentar encontrar uma loja daquelas do tipo da zona cerealista de São Paulo.
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Encontrei o famosa empresa Jaime J. Renobell, onde podem ser encontrados muitos produtos como cereais, frutas secas, cogumelos secos, especiarias, entre outros produtos. Infelizmente estava fechado por conta das férias.
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Continuei a caminhada pelas ruas absolutamente charmosas de El Born e o Bairro Gótico. Sem dúvida alguma vale a pena se deixar perder por essas ruas.
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Uma paradinha para descansar um pouco no Original’s Bakery.
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Vários lanches e doces.
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Resolvi pegar o tradicional churros. Como vir à Espanha e não provar os churros? O caldo de chocolate é opcional e os churros vêm com açúcar tipo cristal.
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O chocolate era bem ralo, na verdade era o chocolate quente. Sinceramente o churros sem ele fica melhor, rs.
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Mais uns passos e encontrei uma das lojas que queria muito conhecer, a Casa Girpert que fica atrás da Basília Santa Maria Del Mar. A fachada é puro charme.
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Dentro da loja muitas tentações, a felicidade para cozinheiros. Meu objetivo principal era de encontrar cogumelos secos para poder trazer ao Brasil. Minha mala parecia de uma contrabandista de cogumelos, rs, impossível resistir às variedades e sabores incríveis.
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No final desse dia, antes de pegar o trem, uma parada na La Boqueria para experimentar as Navalhas que tanto sonhava em experimentar. As navalhas são preparadas na chapa e recebem um molho à base de azeite e ervas, simples e delicioso.
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Beer Store

Website: http://www.beerstorebcn.com/
Endereço: Carrer de Provença, 495, 08025 Barcelona, Espanha.
Telefone: (34) 935 19 91 39.
Horário de funcionamento: Seg. 16:45 às 20:39; Ter. à Sáb. 10:30 às 13:45 e 16:45 às 20:30.

Casa Gispert – Productes Sabor
Website: http://www.casagispert.com/
Endereço: Sombrerers, 2308003, Barcelona, Espanha.
Telefone: (34) 933 197 535.
Horário de funcionamento: Seg. a Sáb. 10h às 14h e 16h às 20 h. De 24 de novembro a 24 de dezembro de Ter. à Sáb., não fecha para o almoço, aberto das 10h às 20h.

Centro Cultural El Born
Website: http://elbornculturaimemoria.barcelona.cat/en/the-center/

La Boqueria
Endereço: La Rambla, 91, 08001, Barcelona, Espanha.
Horário de funcionamento: Seg. a Sáb. 8h às 20:30.

Me despedindo de Portugal

Minha última refeição em Portugal, resolvi fazer perto de onde estava hospedada, em Alvalade. Caminhei um pouco pelo bairro para ver se tinha algo que me interessasse e encontrei o Restaurante O Luis. Nessa época do ano não é fácil encontrar restaurantes abertos por conta do período de férias de maioria das pessoas. A casa tinha um aspecto simples, mas simpático.
Em pouco tempo começou a encher, e aí pensei, é, não deve ser ruim. Percebi que muitos eram clientes da casa, e nada de turistas.
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Olhei o cardápio e achei interessante o Coelho no Churrasco, já que raramente se vê coelho em São Paulo. Queria ver também se serviam bem macio, porque não é uma carne tão fácil de se trabalhar.
Para acompanhar, o garçom me sugeriu o Vinho Monte das Serras 2015 do Alentejo.
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Depois de um tempo finalmente chegou o Coelho no Churrasco ( 11,50), uma porção generosa acompanhado de batatas fritas sequinhas.
A carne estava maravilhosa, macia, suculenta e levemente crocante por fora. O alho que vem no tempero do coelho parece marinado em vinho tinto, muito bom! Junto à carne vem também verduras estilo picles que combinam muito.
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A comida estava muito boa, os preços são bem convidativos e o couvert não é “empurrado”, sendo pago apenas o que é solicitado. Achei um custo benefício bem interessante.
Cheguei meio dia, o que foi perfeito para conseguir uma mesa sem reserva nem espera. Apesar da correria que fica com a casa cheia, o serviço é bem ligeiro e muito simpático.
Também possuem vários rótulos de vinho meia garrafa, ótimo para quem vai sozinho.

Restaurante O Luis
Endereço: R. José Duro 29, 1700-111 Lisboa, Portugal.
Telefone: 351-21 849-1862.
Horário de funcionamento: Seg a Sex das 8h às 22:30; Sáb das 8h às 16h.

Cartuxa – Fundação Eugénio de Almeida

Aproveitei o meu dia em Évora para tentar conhecer a Adega Cartuxa, que fica a 2 km do centro histórico. Era domingo, muita coisa estava fechada e as ruelas sem muito movimento de pessoas e veículos. Como não sabia exatamente o dia que conseguiria ir a Évora, não havia agendado a visita na Cartuxa. Não havia muito o que fazer no centro histórico então resolvi tentar a sorte.
A Quinta de Valbom não fica muito longe a pé, mas no calor e secura do verão, é uma caminhada um pouco sofrida, confesso. Na volta tive a sorte de conseguir carona até a rodoviária.
A área de visitação, o Enoturismo Cartuxa, está instalado na antiga casa de repouso dos Jesuítas que lecionavam na Universidade de Évora nos séculos XVI e XVII. Após a expulsão dos jesuítas por ordem do Marquês de Pombal, a propriedade passou para o Estado, passando anos mais tarde a produzir vinhos.
A Adega Cartuxa foi adquirida no século XIX pela família Eugénio de Almeida e além de produzir os vinhos possui a missão de ajudar no desenvolvimento social, cultural e educativo da região.
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Tive a sorte de ter uma desistência de última hora, conseguindo participar da visita com degustação. Aqui a nossa guia Cristina explicando um pouco do processo de estágio dos vinhos, onde ficam dentro dos barris de madeira envelhecendo e ganhando aromas.
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Na sala de degustação no final do passeio.
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A Cartuxa também produz azeites e a degustação começou com eles:
Álamos – ideal para servir em entradas ou utilizar na cozinha.
EA – ideal para finalizar pratos quentes.
Cartuxa – ideal para pratos frios, saladas e massas frias.
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Os vinhos que experimentamos:
Cartuxa Branca 2015 – feito com as uvas Antão Vaz, Roupeiro e Arinto. Fresco, levemente ácido, seco e frutado. Este vinho não passa por estágio em madeira.
EA Tinto Reserva 2014 – passa 6 meses em barril de carvalho americano, aromas de frutas vermelhas, tanino suave e boa persistência.
Floral de Évora 2013 – feito com as uvas Aragonez, Alicante Bouschet e Trincadeira, passa 6 meses em barril de carvalho francês, possui aroma amadeirado, frutas vermelhas e cravo.
O famoso Pera Manca não é disponibilizado para degustação. É um vinho especial que não é produzido todos os anos, quando não se atinge a qualidade desejada da uva, este vinho não é produzido. Aqui só é possível comprar uma garrafa por visitante.
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Na saída, uma passagem rápida pela produção de uvas.
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Duas crianças que estavam na visitação me viram experimentando as uvas e ficaram curiosos, chamei os meninos. Experimentaram e ficaram maravilhados com a doçura delas.
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Estando em Évora, é um passeio que vale a pena. Dizem que visitar a cidade no inverno é a melhor opção.
As visitas guiadas duram cerca de 1 hora e 30minutos e podem ser dos seguintes tipos:
EA – inclui visita à Adega e prova de 1 vinho selecionado pela Fundação Eugénio de Almeida. Preço: € 5.00 p/pessoa;
Cartuxa – inclui visita à Adega e uma prova de 3 vinhos selecionados pela Fundação Eugénio de Almeida. Preço: € 10.00 p/pessoa;
São Bruno – inclui visita à Adega e uma prova de 3 vinhos selecionados pelo cliente, de toda a gama da Fundação Eugénio de Almeida (exceto Pêra-Manca Tinto). Preço: € 20.00 p/pessoa;
Sto. Inácio de Loyola – inclui visita à Adega e uma prova de 5 vinhos selecionados pelo cliente, de toda a gama da Fundação Eugénio de Almeida (exceto Pêra-Manca Tinto). Preço: € 30.00 p/pessoa.

Restaurante Guião em Évora

Já de volta a Lisboa no finalzinho da viagem por Portugal, fui conhecer Évora, na parte mais interiorana e quente de Portugal. De Lisboa é possível ir de trem ou ônibus, mas como os horários de trem eram pouco flexíveis, resolvi ir de ônibus. A  viagem é bem confortável e a paisagem bem interessante, passando por regiões com produção de cortiça.
Voltando da famosa Capela dos Ossos, encontrei esse restaurante pequeno e aconchegante.
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Por sorte cheguei às 12:30 e havia ainda 2 mesas disponíveis, o restante estava ocupado ou reservado.
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Aqui um pouco da decoração da casa.
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Perguntei se havia as famosas bochechas de porco preto, uma das iguarias da região, e por sorte era um dos pratos que o garçom indicava aos clientes.
Para combinar com o meu prato principal, pedi uma sugestão e veio o vinho tinto Reguengos 2014 da região do Alentejo. Dizem que nos vinhos do Alentejo sente-se menos tanino e são menos complexos. Este tinha aroma de frutas vermelhas com tanino suave.
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De entrada, azeitonas e polvo com alho e azeite. O polvo estava meio estranho, algumas partes duras e outras aguadas como se tivesse acabado de descongelar. Pena.
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Depois de quase meia hora a casa estava completamente cheia e qualquer pessoa que chegava à porta era dispensada, sem a existência de lista de espera. Quem quiser tentar a sorte pode ficar esperando, mas os funcionários avisam que não há como prever quando ou se terá mesas disponíveis. Mais uma vez fico tranquila e não me sinto pressionada a comer logo por conta de filas de espera, muito bom.
Agora sim, o meu prato tão esperado, as Bochechas de Porco Preto Assadas no Forno!
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A bochecha estava espetacular, bem macia, desmanchando na boca e pouco gordurosa. Essa carne é primeiro cozida e depois assada e vem com um molho delicioso. A carne tem um pouco de cheiro, mas o sabor é muito agradável.
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A carne ainda vem acompanhada de batatas perfeitamente fritas e um purê verde, que tem sabor de espinafre com alho e azeite.
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O restaurante é bem aconchegante e fica bem localizado, próximo de pontos de interesse para visitação.

Restaurante Guião
Facebook: https://www.facebook.com/Restaurante-T%C3%ADpico-Gui%C3%A3o-278837868964240/
Endereço: R. da República 81, 7000 Évora, Portugal.
Telefone: +351 266 703 071.

Restaurante O Gaveto, um clássico famoso pelos pratos com frutos do mar

Localizado em Matosinhos, onde é possível chegar tranquilamente de transporte público saindo do centro de Porto, o Restaurante O Gaveto também foi uma das indicações espetaculares que recebi.
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Ao entrar no estabelecimento, a primeira surpresa são os enormes tanques com lagostas e caranguejos.
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Ao lado esquerdo um bar para quem quer ficar tomando cerveja e petiscando.
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Seguindo mais ao fundo as mesas em ambiente bem tradicional.
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Pedi sugestões de pratos bem típicos. Então o maître começou a me trazer pequenas porções para que eu pudesse experimentar várias coisas.
Primeiro o Percebes pela qual me apaixonei. A aparência é muito esquisita, parece até um alien. Logo me ensinou como se comia, e que delícia, você até esquece da aparência dele, hahaha.
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É bem simples, com os dedos puxa a pele da parte preta e se come o que está dentro. Como é cozido, a textura não causa estranhamento.
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Para acompanhar a refeição, um vinho branco Alvarinho 2015 feito para a casa.
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O pão estava divino, melhor ainda com azeite. Até pensei, não posso encher a barriga de pão, mas é difícil resistir.
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Sardinha pequena inteira a escabeche, maravilhoso o tempero e a textura dessa sardinha.
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Pastel de bacalhau, sinceramente o melhor que já comi até hoje em termos de sabor e textura. Muito bacalhau, e a fritura perfeita, bem sequinha e crocante, mantendo a parte interna bem cremosa. Aqui tive a certeza de que realmente gosto de bolinho de bacalhau, hahaha, meus traumas acabaram.
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Bacalhau Gomes de Sá um prato que se aproveita o rabo do peixe, misturado com batata cozida, ovo cozido, salsinha, cebola e azeite. Também muito bom.
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Linguado com batata e grelos, folha de uma espécie de nabo, com sabor muito delicado, que combina muito bem com o linguado que também tem sabor mais suave. Nem preciso dizer que estava perfeito, né, rs.
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Já não estava aguentando comer mais nada, quando insistiram que experimentasse a sobremesa especialidade da casa, o Pão de Ló de Alvara, acompanhado do Graham’s 20 Anos.
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Diferente de um pão de ló tradicional, por dentro é muito cremoso. A base é simples, vão ovos, farinha, leite, açúcar, e o segredo é a temperatura do forno que não deixa cozinhar completamente o bolo.
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O atendimento da casa é muito cordial, e digno de um ótimo restaurante.

Restaurante O Gaveto
Website: http://www.ogaveto.com/
Facebook: https://www.facebook.com/restauranteogaveto/
Endereço: Rua Roberto Ivens, 826, 4450-249 Matosinhos, Portugal.
Telefone: (+351) 229 378 796.
Horário de funcionamento: todos os dias das 12:00 às 01:30.