Cartuxa – Fundação Eugénio de Almeida

Aproveitei o meu dia em Évora para tentar conhecer a Adega Cartuxa, que fica a 2 km do centro histórico. Era domingo, muita coisa estava fechada e as ruelas sem muito movimento de pessoas e veículos. Como não sabia exatamente o dia que conseguiria ir a Évora, não havia agendado a visita na Cartuxa. Não havia muito o que fazer no centro histórico então resolvi tentar a sorte.
A Quinta de Valbom não fica muito longe a pé, mas no calor e secura do verão, é uma caminhada um pouco sofrida, confesso. Na volta tive a sorte de conseguir carona até a rodoviária.
A área de visitação, o Enoturismo Cartuxa, está instalado na antiga casa de repouso dos Jesuítas que lecionavam na Universidade de Évora nos séculos XVI e XVII. Após a expulsão dos jesuítas por ordem do Marquês de Pombal, a propriedade passou para o Estado, passando anos mais tarde a produzir vinhos.
A Adega Cartuxa foi adquirida no século XIX pela família Eugénio de Almeida e além de produzir os vinhos possui a missão de ajudar no desenvolvimento social, cultural e educativo da região.
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Tive a sorte de ter uma desistência de última hora, conseguindo participar da visita com degustação. Aqui a nossa guia Cristina explicando um pouco do processo de estágio dos vinhos, onde ficam dentro dos barris de madeira envelhecendo e ganhando aromas.
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Na sala de degustação no final do passeio.
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A Cartuxa também produz azeites e a degustação começou com eles:
Álamos – ideal para servir em entradas ou utilizar na cozinha.
EA – ideal para finalizar pratos quentes.
Cartuxa – ideal para pratos frios, saladas e massas frias.
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Os vinhos que experimentamos:
Cartuxa Branca 2015 – feito com as uvas Antão Vaz, Roupeiro e Arinto. Fresco, levemente ácido, seco e frutado. Este vinho não passa por estágio em madeira.
EA Tinto Reserva 2014 – passa 6 meses em barril de carvalho americano, aromas de frutas vermelhas, tanino suave e boa persistência.
Floral de Évora 2013 – feito com as uvas Aragonez, Alicante Bouschet e Trincadeira, passa 6 meses em barril de carvalho francês, possui aroma amadeirado, frutas vermelhas e cravo.
O famoso Pera Manca não é disponibilizado para degustação. É um vinho especial que não é produzido todos os anos, quando não se atinge a qualidade desejada da uva, este vinho não é produzido. Aqui só é possível comprar uma garrafa por visitante.
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Na saída, uma passagem rápida pela produção de uvas.
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Duas crianças que estavam na visitação me viram experimentando as uvas e ficaram curiosos, chamei os meninos. Experimentaram e ficaram maravilhados com a doçura delas.
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Estando em Évora, é um passeio que vale a pena. Dizem que visitar a cidade no inverno é a melhor opção.
As visitas guiadas duram cerca de 1 hora e 30minutos e podem ser dos seguintes tipos:
EA – inclui visita à Adega e prova de 1 vinho selecionado pela Fundação Eugénio de Almeida. Preço: € 5.00 p/pessoa;
Cartuxa – inclui visita à Adega e uma prova de 3 vinhos selecionados pela Fundação Eugénio de Almeida. Preço: € 10.00 p/pessoa;
São Bruno – inclui visita à Adega e uma prova de 3 vinhos selecionados pelo cliente, de toda a gama da Fundação Eugénio de Almeida (exceto Pêra-Manca Tinto). Preço: € 20.00 p/pessoa;
Sto. Inácio de Loyola – inclui visita à Adega e uma prova de 5 vinhos selecionados pelo cliente, de toda a gama da Fundação Eugénio de Almeida (exceto Pêra-Manca Tinto). Preço: € 30.00 p/pessoa.

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