Arquivo mensal: fevereiro 2013

Os famosos Rolinhos de Carne Seca com Purê de Mandioquinha

Desde a primeira vez que testei a receita de Rolinhos de Carne Seca com Purê de Mandioquinha, foi total sucesso aqui em casa. Fazendo gancho com o post de ontem, é uma receita que aprendi no curso Finger Foods do Viver Casa e Gourmet.

COOK.2013.12_110Tanto fez sucesso que até tenho encomenda hoje. O bom desse rolinho é que são muito práticos, podem ser congelados e fritos ou assados no momento de servir, servindo de entrada ou um petisco. Em evento, por exemplo, ele é muito prático pois é fácil de pegar, não desmancha e não faz sujeira. Olha só que maravilha!

COOK.2013.12_112E uma chuchadinha no purê de mandioquinha! Nham nham…

COOK.2013.12_114Postei a receita com muitas fotos, pois apesar de sua versatilidade, a sua execução não é tão simples assim. Confesso que dá um certo trabalho e exige um pouco de habilidade. Alterei um pouco a receita original, pois como comentei no post dos macarons, os detalhes importantes são dadas apenas em aula, e algumas coisas só vendo mesmo, então tentei fazer um passo a passo tirando fotos, para ajudar. Outro detalhe, é que na experiência com evento, percebemos que nem todos querem o purê, e os que passam, não pegam muito, então alterei as proporções de rolinhos com o purê para a quantidade que melhor atendeu o público até agora.

E o acompanhamento de mandioquinha, opcional, acho ótimo para quebrar um pouco do salgado da carne seca. Fora que combina pácas!!! hehe

Primeiros cursos no Viver Casa & Gourmet

Como havia comentado no outro post, aqui vai a experiência de meus outros dois cursos no Viver Casa & Gourmet. O primeiro foi de cupcakes natalinos, no final do ano passado  (10/12/12). Foi na mesma sala do térreo.

O cupcake nada mais é do que um mini bolo, então, utilizar receitas de bolos normais também funciona. A professora ensinou a fazer os bolinhos, e o pulo do gato foi de usar a manteiga/margarina amolecida e bater a manteiga/margarina até ficar suuuuper macia, em ponto de pomada (bizarro usar nome pomada, né, heheh), o que faz toda a diferença no final. Bolo umidinho e fofo. É bem legal que ela passa dicas para baratear, como o uso de forminhas mais baratas para servirem de apoio para as formas de papel. Gosto muito dessa coisa de oferecer possibilidades para que não tem condições de adquirir coisas caras ou difíceis de achar no mercado.

Spoon_VCG_001Um detalhe importante é que os bolinhos não devem ser muito doce, pois irá receber coberturas, uma característica marcante dos cupcakes. Para a aula a professora fez duas opções de cobertura, o marshmallow verde (já que era para o Natal) e creme de chocolate branco. Aqui a versão verde, que lembra as árvores de Natal decorado com confeitinhos coloridos. Particularmente essa cor verde não me apetece, muito menos o marshmallow, rs.

Spoon_VCG_003E claro, como só podíamos experimentar um pedaço, escolhi a com cobertura de creme de chocolate branco. Até que a cobertura estava bem gostosinha, a receita dessa cobertura com certeza vai para o meu caderno de receitas! Mas de forma geral achei tudo meio doce e gorduroso. Sim, derrete na boca, mas eu costumo ficar um pouco enjoada. Por isso nunca fui muito fá de cupcakes. Acho lindos, mas prefiro muffins para me deliciar.

Spoon_VCG_005E aqui a mulherada tirando fotos dos cupcakes finalizados. Na bancada, além dos eletrodomésticos utilizados ficam os ingredientes que podemos ver de perto, conferir, tirar dúvidas. Bem bacana!

Spoon_VCG_002No dia seguinte (11/12/12) fui ao curso de Finger Food. Esse curso foi ministrado no andar superior, que eu não conhecia. Também toda equipada e elegante.

Spoon_VCG_012Achei legal este tema por ser bem versátil, coisinhas que podemos preparar como entradas, comidinhas de festinhas, petiscos em eventos, várias possibilidades. Foram apresentadas 3 receitas. Na próxima foto as batatas coradas com molho e queijo e o mini cuzcuz. A professora ainda mostrou diferentes formas de apresentação.

Spoon_VCG_008E o rolinho de carne seca com purê de mandioquinha. Claro que este me chamou muita atenção, por ser bem diferente.

Spoon_VCG_007E a tão feliz hora da degustação!

Spoon_VCG_006Aqui a professora tirando dúvidas dos alunos.

Spoon_VCG_013Recomendo muito esses cursos do Viver Casa & Gourmet. Até quem já tem alguma experiência pode aprender algo a mais.

Viver Casa & Gourmet – Rua Estela, 116, Vila Mariana, São Paulo, SP. Pertinho do Metrô Paraíso. Tel: (11) 5080-2766. Página dos cursos: http://www.vivercasaegourmet.com.br/cursos/default.aspx

Curso de Macarons no Viver Casa & Gourmet

Hoje fui ao curso de Macarons no Viver Casa & Gourmet, um dos cursos mais concorridos, pelo menos este mês, hehe. O bacana dos cursos do Viver Casa & Gourmet é que são gratuitos e dão chance para um público amplo poder aprender receitas ou mesmo ganhar dinheiro com isso. Claro que por trás da gratuidade existe a divulgação dos produtos, tanto os eletrodomésticos quanto alimentos, mas é bem bacana mesmo. Observem que o lugar é bem bonitinho, diferente de alguns lugares que cobram e que são super fundo de quintal.

Spoon_AG_0143Na lateral ainda tem a  lojinha onde se pode comprar os eletrodomésticos. Quem faz os cursos têm 10% de desconto e os equipamentos que são utilizados no curso, podem ser comprados no dia com 15% de desconto.

Lá dentro existe uma exposição de equipamentos e produtos. Aqui no caso a demostração de alguns equipamentos.

Spoon_AG_0145Também tem a degustação de produtos, hoje era a Pizza da Otker. Claro que experimentei, ainda chegando sem almoçar, kkkkk.

Spoon_AG_0146Um dos espaços onde esperamos o início do curso, neste caso, no térreo. No fundo à direita fica uma das salas de aula, onde fiz o curso de hoje. Moderninho, né. O público é bem variado, donas de casa, quituteiras, curiosos, gente querendo filar bóia, estudantes de gastronomia, crianças…

Spoon_AG_0144E a sala de aula. Olha que estiloso, heheh.

Spoon_AG_0147E o palco onde os professores fazem as apresentações. Equipado, organizado e planejado de forma que possamos acompanhar todos os detalhes!

Spoon_AG_0148Aqui o detalhe mostrado na tela.

Spoon_AG_0150Este é o terceiro curso que faço, depois posto sobre os outros dois que fiz antes de começar o Blog. As receitas estão disponíveis no site, mas depois que fiz as aulas percebi que as aulas são simplesmente essenciais, pois é quando os professores passam os detalhes mais importantes, o pulo do gato. As receitas, acredito que propositalmente estão bem simplificados no site, e nenhum detalhe mais importante é colocado. Mas faz sentido…

E os macarons da degustação. É, não tem o padrão Ladurée, mas até que está bonitinho, vai.

Spoon_AG_0149O meu, pelo menos, veio com recheio demais, um pecado… Era gostoso, mas acabou mascarando o sabor do macaron em si.

Spoon_AG_0155E estava um pouco oco, um dos problemas que sempre tive. Mas claro, no meu caso, infinitamente pior.

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Muito legal as explicações da professora. Ao comentar que não é algo fácil de fazer e falar de uso de balança de precisão e coisas do tipo, muita gente já ficou arrepiada, hahaha. Mas o mais engraçado foi saber que muita gente que estava lá, nem sabia o que era macaron… Béeeee…

Aqui os macarons antes de ir ao forno. Dicas de inclinar o bico, quase que formando as bolinhas de lado, os pequenos retoques com o dedo, o uso de papel manteiga com o desenho de bolas e por cima o silicone, e por aí vai. E o mais interessante foi saber que existe uma forma de fundo com ar, se não me engano chama-se airbake. E isso parece que ajuda muito a fazer um macaron decente. Ah, e o forno, sim, do jeito que imaginava, é a parte mais complicada!

Spoon_AG_0158Legal também que esta professora faz questão de trazer exemplos de casos que a receita dá errado. Aqui, por exemplo, ela mostrou o uso de forno a gás com a porta semi-aberta. Por causa do ar condicionado da sala, veja que os macarons que estavam mais próximo da porta ficaram esticados, como se tivesse passado um vento, e os do fundo racharam, sinal de fogo muito forte para o sensível macaron. Sim, formo elétrico facilita mais a vida neste caso.

Spoon_AG_0161E eu que não sou boba nem nada, depois de terminada a aula, fui tirar dúvidas e ainda degustei o macaron com defeito. Afinal de contas, o que eu tinha comido só senti o gosto do recheio, vai…kkkk

Spoon_AG_0162E aqui o momento de tietagem total com a professora Ana Maria! hihihi Muito fofa e bem didática. Amei a experiência de hoje!!!

Spoon_AG_0164Ah e ainda ganhamos o Bolo de Canela… é… parte da divulgação dos produtos, né… parte boa, diga-se de passagem, hehehe

Spoon_AG_0165Viver Casa & Gourmet – Rua Estela, 116, Vila Mariana, São Paulo, SP. Pertinho do Metrô Paraíso. Tel: (11) 5080-2766. Página dos cursos: http://www.vivercasaegourmet.com.br/cursos/default.aspx

Obs: os cursos disponíveis não são apenas de gastronomia, existe também de beleza, entre outros. Pode-se fazer 2 cursos de cada tema por mês.

Um Sorbet de Limão Siciliano para refrescar

Que calor é esse? Depois de uma longa temporada de chuvas e até frio, parece que o verão resolveu voltar! E para refrescar, que tal um Sorbet de Limão Siciliano?

Sorbet é um creme gelado muito fino, feito com calda de açúcar misturada com sabores, como suco ou purê de frutas, e com merengue italiano ou claras batidas. Pode-se acrescentar bebidas alcoólicas para incrementar o sabor. Em geral, é servido como sobremesa, ou como um refresher entre um prato e outro, para limpar o paladar (Fonte: Le Cordon Bleu).

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Praia só se for com Chapéu de Sol!

Para quem me conhece bem, sabe que não sou muito fã de praia. Acho as paisagem lindas, mas praia e calor para mim, em geral, é uma tortura, mais fisica do que psicológica.

Agora, poder comer no Chapéu de Sol, em Juquehy… Aí a coisa muda completamente de figura. Sim, vale a distância, o trânsito… rs

Spoon_AG_0132Conheci este restaurante por tabela. Um amigo me levou um dia para o tomar uma cerveja e comer petiscos nas tendinhas na frente do Restaurante Badauê, que fica grudado no Restaurante Chapéu de Sol. Aliás, o cardápio que existe nas tendinhas é dos dois estabelecimentos. Os petiscos são ótimos. E esquema é de consumação para poder utilizar as tendinhas, o valor hoje estava em R$ 40,00. Pode parecer um pouco caro, mas se pensar na comodidade de ter uma cobertura relativamente ampla, cadeiras de praia, mesa e serviço de bar/restaurante, acho que vale a pena.

Spoon_AG_0137Em uma outra visita à região com a família, resolvemos experimentar jantar no Restaurante Chapéu de Sol. Porções bem servidas, tudo fresco e muito bem preparado. Frutos do mar no ponto, tempero impecável e até as saladas, para a minha surpresa estavam deliciosas e fresquinhas. Digo isso, porque encontrar verduras frescas e bonitas no litoral, não é nada fácil. Achamos os valors justos pela qualidade dos pratos e do serviço. E sempre nos deixou com o gostinha de quero mais.

Bem, hoje resolvemos experimentar algo que não havíamos comido antes, o Peixe do Cheff – peixe do dia com crosta de batatas, molho de camarões e lulas com açafrão, alho-porró, vinho branco e tomatinhos, acompanhado de arroz. Tudo no ponto, mesmos as lulas menores estavam perfeitos, nada de pedaços borrachudos, como é comum acontecer em muitos lugares. Meu deus, o que foi isso? Que coisa mais deliciosa… estou salivando até agora, só de lembrar. Um sabor bem diferente de outros pratos com frutos do mar que eu já havia experimentado. E olhem só a apresentação.

Spoon_AG_0133O prato custa R$ 148,00, e está indicado para 2 pessoas, mas deu tranquilo para 3 pessoas. Até o garçon avisa, que dependendo da quantidade que cada um costuma comer, pode servir 3 pessoas.

E para finalizar o dia, um petit gateau com sorvete e calda de frutas vermelhas.

Spoon_AG_0141Já experimentei outros restaurantes da região, mas para mim, até o momento, este é inesquecível! Além da ótima execução, qualidade dos produtos utilizados, ainda tem o fator criatividade, novidade, que é um grande diferencial. Super recomendo!!!

Restaurante Chapéu de Sol – Av. Mãe Bernarda, 2001/2005, Juquehy, São Sebastião. Tel: (12) 3863-3028.

Encontro com amigos – The Joy

Sabadão, encontro com amigos queridos, tudo de bom! Melhor ainda se a comidinha é deliciosa.

Fomos ao The Joy, que fica na Rua Maria Antônia, 330, Higienópolis. Lembrei do tempo da faculdade, pois era a região onde aconteciam os pedágios na semana dos bichos, hehe. Quando disseram que era na Maria Antônia, logo imaginei um boteco chinfrim de universitários, mas para a minha surpresa, era exatamente o oposto.

Quando entramos, pudemos ver prateleiras enormes com exposição de várias bebidas. Como eles divulgam: “Na nossa exclusiva carta de cervejas, é possível encontrar oito tipos de draft – Guinness, London Pride, Old Speckled Hen, Erdinger, Heineken, La Trappe, Weihenstephaner, Brew Dog -, além dos mais de 100 rótulos de cervejas nacionais e importadas e um seleto menu degustação de cervejas.” Bem interessante.

Quando dissemos que o grupo era relativamente grande, de cara nos encaminharam para um salão na parte mais baixa, parecia um porão. Local de pé direito muito baixo, cara de puxadinho de obra para conseguir colocar clientes, além de feio era insuportável o som das pessoas falando. Absolutamente impossível ficar naquele local. Ah, e ainda era onde ficava os sanitários… que agradável….

Então resolvemos ir para o andar superior, agora sim, voltou o ambiente bem decorado que vimos assim que entramos no estabelecimento. Os atendentes são meio lerdos e “joão sem braço”, quando viram que estávamos nos organizando para um grupo grande, nenhum deles nos deu uma forcinha. Tivemos que pedir ajuda, lamentável.

Então pedimos as bebidas e os petiscos indicados por amigos que já conheciam o local. Primeiro veio a Carne Seca Joy (R$ 35,00). Simplesmente fantástico. A carne seca veio salgada no ponto, sem gorduras, com queijo coalho torradinho e pimentas biquinho, e de acompanhamentos molhos tabasco, pães, vinagrete, azeite e farofa. Observo que a quantidade de carne seca era bem generosa!

Spoon_AG_0129Depois veio o Filé Catupiry (R$ 38,00). Confesso que nunca fui fã de catupiry, mas essa combinação tiro o chapéu. Mais do que a combinação do filé com o catupiry, o detalhe que, para mim, fez toda a diferença foi o catupiry torradinho. Não sei se foi feito no forno ou com maçarico, mas ficou simplesmente irresistível! Nem deu tempo de tirar a foto…ups… kkkk

A companhia dos amigos foi maravilhosa, rimos a noite toda, diversão pura.

Agora, confesso que se os amigos não fossem tão divertidos e se a comida não fosse tão deliciosa, não teria gostado muito do lugar, pois para mim, continua sendo um lugar um tanto quanto barulhento. Deve ser a idade, hehehe

The Joy – Rua Maria Antônia, 330, Higienópolis. Tel: (11) 3628-0691. De segunda à sábado, das 11:30 às 2h.

Al Makazan Empório & Café

Já faz um tempo que várias pessoas comentam bem sobre Al Makazan Empório e Café, na R. João Gomes Junior, 113, Jd. Bonfiglioli, São Paulo. Já na entrada, a forma que os temperos e produtos estão expostos dão um charme extra ao estabelecimento. A minha surpresa foi saber que existia um salão, que na verdade é uma ampliação aparentemente recente. Mas o salão não tem o mesmo charme da área original.

Spoon_AG_0111Resolvi aceitar o convite de uma amiga, e melhor ainda, seria a estréia do rodízio de comida árabe –  Homus, Babaganuch, Coalhada seca, Tabule, Kibe cru, Kibe frito, Esfiha de carne, Esfiha de escarola com nozes, Esfiha de carne com coalhada seca, Charuto de folha de uva, Kafta assada e Arroz Marroquino.E que comece a comilança! Gosto muito deste sistema em que as pessoas solicitam o que querem dentro das opções existentes, acho que evita o desperdício e minimiza o risco da comida acabar voltando para outras mesas. O tamanho das porções estava perfeita. Pedi o suco de damasco, também recomendado pela minha amiga, uma delícia!Tudo estava preparado com muito capricho, mas concordamos que o quibe cru poderia vir um pouco mais vermelho. Adorei poder experimentar os diferentes pratos da casa, já que a minha tendência sempre foi de pedir uma esfiha no balcão, acredito que é uma ótima forma de divulgação. O arroz marroquino, por exemplo, é algo que eu nunca havia experimentado, veio servido no maior capricho.

Spoon_AG_0113A Kafta assada estava ótima, especialmente no quesito tempero.

Spoon_AG_0114Agora, uma coisa que me surpreendeu foi o quibe. Confesso que nunca fui muito fã de quibe frito, mas este me fez mudar de idéia. Reaparem na foto, vai nozes e passas claras, uma explosão de sabores! E tudo combinando perfeitamente.

Spoon_AG_0112Outra surpresa foi a esfiha. Tudos os sabores estavam ótimos, tanto a massa quanto os recheios. Mas o que mais me chamou a atenção foi a de escarola com nozes, coisa que nunca havia experimentado. Geralmente o de escarola, é uma coisa meio OK, e prefiro com queijo para dar um conjunto melhor de sabor. Mas este com nozes é simplesmente maravilhoso!

Ah, e claro, não posso deixar de comentar sobre o ótimo atendimento. O pessoal é muito simpático e o almoço rendeu boas risadas.

O rodízio foi pouco divulgado e estava marcado para dias específicos, mas se você tiver a oportunidade, recomendo! O valor do rodízio foi de R$ 39,00.

Uma vez por mês eles promovem um jantar especial com apresentação de dança do ventre, o que pode ser conferido na página de Facebook deles.

Irresistíveis pastéis de feira

Sabe quando bate aquela louca vontade de comer pastel de feira já no café da manhã? Pois é, hoje foi um desses dias! hehehe

Engraçado, mas para mim, comido na feira é muito mais saboroso, acho que a experiência fica completa. Costumava comprar pastéis na feira de terça feira na Av. Otacílio Tomanik, a primeira barraca da feira. Até que é bom, e quando comprava o Especial, sempre davam mais um pastel normal de brinde. Depois me indicaram uma barraca do fundo, que vende pastel de berinjela com queijo, o recheio é bem gostoso, mas achei a massa meio encharcada de gordura e mole.

Comecei a frequentar mais o CEAGESP e assim pude comparar os pastéis de lá também. Infelizmente foi decepcionante. Experimentei de três barracas. A do fundo, perto das flores, o pastel era bem meia boca, massa mais ou menos com gosto de óleo queimado e o recheio de carne moída com pimenta do reino demais, que acabava se destacando. A barraca do meio de japas, no mesmo lado da barraca do fundo, era um que eu frequentava antigamente, fiquei decepcionada também. A massa e recheio de carne moída mais ou menos, e pior, na maior cara dura me entregaram morno, falta gravíssima. E na região do meio, mas do lado oposto outra barraca de japoneses (acho que tinha o mesmo nome do anterior) foi péssimo. Massa meio mole e gordurento e o recheio de carne moída que era uma maçaroca de gordura dura, imagino que seja carne de segunda ou terceira, e mal preparada… O sabor estava bem desagradável.

Foi então que um amigo da academia me recomendou a pastelaria Kyoto, na Vila Borges, que venceu o concurso de melhor pastel de feira de São Paulo, organizado pela prefeitura de São Paulo. É um pouco mais longe de casa, mas vale o esforço! Para mim foi um dos melhores pastéis de feira que comi até hoje, se não for o melhor, rs. A massa é simplesmente um desbunde. Mesmo preparando em casa, é possível sentir a diferença em relação a outras massas, e o recheio de carne moída, muito saboroso e equilibrado.

Bem, hoje fui desesperada até lá. Caminhei até o fim da feira, onde costuma ficar, e achei estranho, pois não reconhecia a barraca, com a faixa dizendo que era o ganhador do concurso. Pensei, é virou o ano, vai ver eles resolveram tirar porque possivelmente terá outro concurso. Pensei, ué, os uniformes são diferentes e poucos atendentes, será mesmo? Observei o nome nos preços, Pastel Shizuoka…. ué….

Spoon_AG_0108Mas também não ia perder a viagem, pedi o Pastel Especial Mini (R$ 5,00) tamanho normal de pastel com recheio do especial, adoro pastel Especial e este tamanho foi perfeito, sem exageros. A massa era maravilhosa e o recheio perfeito. Não sei se é da mesma família ou algo assim, mas fiquei feliz de poder continuar a comer pastéis maravilhosos perto de casa, hehehe

Spoon_AG_0110Reparei que o preço dos pastéis aumentaram. Os normais de R$ 3,00 para R$ 3,50 e o Especial de R$ 6,00 para R$ 7,00, e esse que eu comi, que não lembro de ter visto em outro lugar por R$ 5,00. É… fazer o que, tudo no mercado aumentou de preço, não tem jeito.

Fiquei pensando no caminho de volta para casa, engraçado, morei 1 ano e meio no Japão e não lembro de ter visto nenhum lugar que vendesse esse tipo de pastel. Então fui dar uma rápida pesquisada. Parece que esse pastel de feira, como conhecemos, foi inventado na década de 1940 por descendentes de imigrantes japoneses em Santos, que modificaram a receita de gyoza para usar recheios tipicamente brasileiros. A massa diferenciada ainda leva cachaça na composição. A receita rapidamente se espalhou por São Paulo e depois pelo resto do país. Ainda na década de 1940, foi um dos alimentos mais consumidos do Estado (Fonte: Wikipedia ).

A Aula Aberta: Do Cacau ao Chocolate de Origem

Hoje tive a feliz oportunidade de participar de uma aula aberta, uma nova iniciativa da Escola Wilma Kövesi de Cozinha. O tema desta noite foi “DO CACAU AO CHOCOLATE DE ORIGEM”, com Pedro Magalhães Neto, produtor do cacau catongo, no sul da Bahia, com amêndoas premiadas dentro e fora do Brasil. Veio à Escola falar sobre pesquisa, plantio, manejo, mercado e processamento do chocolate de origem. Em 2012 recebeu na fazenda a visita de Chloé Doutre – Roussel, uma das consultoras mais respeitadas no contexto mundial. Neste mesmo ano, teve uma de suas amêndoas selecionadas para concurso que acontecerá em Paris, no Salon Du Chocolat 2013.

A escola fica na Rua Cristiano Viana, 224, Cerqueira César, São Paulo, e possui uma fachada bem discreta.

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Já na porta encontrei com uma amiga com quem havia combinado de ir à aula. Passamos pelo corredor estreito e pudemos ver que a escola era bem maior do que imaginávamos, muito comprido! No meio do corredor uma moça sorriu e nos guiou para a sala onde aconteceria o curso. Assim que subimos as escadas, demos de cara com a Betty Kövesi que nos recebeu com muita simpatia. Me senti bem a vontade.

A cozinha era uma graça, toda equipada, organizada, do jeitinho que gosto. Dá até vontade de fazer uns cursos aqui. E olha a Paulinha aí!!! hahaha. Tá muito engraçada!!!

Spoon_AG_0071Logo que nos ajeitamos na sala, nos ofereceram suco de cacau. Olha o pessoal preparando.

Spoon_AG_0074O suco é uma surpresa, pois nada tem de gosto de chocolate, como costumamos imaginar. Bem branquinho e levemente azedo. Experimentei sem açúcar, achei bem diferente e saboroso. Sinceramente, nesse momento não lembro de nada muito parecido para comparar.

Spoon_AG_0075E as pessoas começaram a chegar, meio atrasadas, o que é compreensível considerando-se o habitual trânsito de São Paulo. Reconheci Carole Crema, a primeira coisa que veio na cabeça foi o canal “Bem Simples”. Daí a pouco… nossa, acho que já vi essa pessoa na TV, acho que vi aquela na revista, ah, esta chefe é famosa… Olhamos uma para a cara da outra e nos perguntamos o que estávamos fazendo lá, kkkkkk. Na foto: Betty Kövesi, Carole Crema e o palestrante Pedro Magalhães Neto.

Spoon_AG_0076Muito legal a apresentação do cacau, a origem, espécies, manejo – apenas 8% do fruto é utilizado; a gordura do cacau é insaturada; a genética influencia no sabor; pesquisas mostrando uma variedade maior do que se imaginava, o que abre muitas possibilidades de sabores e notas; uso de sistemas agroflorestais; processos de seleção, fermentação, secagem… muita informação!! Acabou me deixando mais curiosa e não vejo a hora de estudar mais sobre o cacau e o chocolate. Adoro essa sensação, considero uma experiência mais do que positiva.

Conhecemos na aula as variedades Catongo e o PH16. Catongo: fruto de mutação genética espontânea, um cultivar que produz amêndoas e chocolates mais claros, suaves e com notas de amêndoas e nozes. PH16: híbrido Forasteiro, resuultado do cruzamento do Forasteiro do Alto Amazônico com o Trinitário, confere acentuado gosto de chocolate e caramelo.

Spoon_AG_0077E claro, pudemos degustar ambos. O cheiro é muito agradável, delicado, lembrando um pouco o jasmim, mas bem suave. O sabor da meleca que envolve a semente é levemente doce e azedo ao mesmo tempo. Mordi a semente para sentir o sabor… meio amargo, não era muito agradável, hehehe.

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Agora, os nibs foram uma atração à parte, diga-se de passagem, maravilhosa surpresa!! Depois de torradas as amêndoas extraídas do cacau, quebra-se facilmente as suas cascas com as pontas dos dedos e lá estarão estes granulados de amêndoas, os nibs. Primeiramente experimentamos o puro (Foto 1), hum, que delícia, crocante e com gosto de chocolate torrado. E aí o segundo, com sal (Foto 2). Nooooooossa, o que foi isso, explosão de sabores, experiência intensa, amei!!! E o terceiro, com pimenta (Foto 3), bem interessante também. Mas o de sal, meu deus…. Comeria muitos!! Não que eu não tenha comido um monte na aula, kkkk.

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E depois os chocolates feitos  com essas duas variedades. A barra da esquerda, mais clara, é o Catongo e o escuro, do lado direito o PH16. O que mais nos impressionou foi a cor do Catongo, parece até um chocolate ao leite, mas é 70% cacau, acreditam???

Spoon_AG_0091Ah, e claro, a degustação!!! É engraçado, pois quando peguei o Catongo, mais claro, parece que o cérebro automaticamente relaciona com o chocolate ao leite, bem doce. E aí vem o impacto, pois é bem forte, e senti nítida acidez. Como a Paula comentou, interessante que fez com que nossas bocas ficassem bem aguadas, salivando. Não é um sabor com o qual estamos acostumados, achei bem forte mesmo, mas gostoso. O mais escuro, PH16, já era muito mais próximo dos chocolates amargos que costumo comer, a sensação foi mais de familiaridade e não de novidade. Bem saboroso também. A textura era maravilhosa.

Dois conceitos que tínha foram por água a baixo, rsrs. Para mim, chocolate 70% de cacau era sempre escuro e duro. Na experiência de hoje, vi que nem sempre é assim.

Spoon_AG_0097E a Carole ainda preparou durante a aula bombons feitos com barras de chocolate versão Catongo com nibs levemente triturados. Olha, dava gosto de ver a Carole preparar o chocolate, botando a mão na massam toda suja de chocolate. É assim que vejo uma pessoa que realmente gosta da coisa, hehe. Virei fã!

Spoon_AG_0094E aqui os bombons ficando prontos… Retirando das formas e pincelando com pó dourado, um charminho a mais…

Spoon_AG_0107E tchanã… mais degustação… e incrível que ao transformar em bombons a textura mudou, ficando muito mais suave. Gente, que delícia!! O melhor foi o contraste da textura do chocolate com a crocância do nibs de cacau.

Spoon_AG_0099Bem, tudo maravilhoso, mas é triste saber o lado negativo do mercado. Saber que os chocolates comuns que encontramos nos mercados são de péssima qualidade. Sabiam que  no Brasil é considerado chocolate a partir de 20% de teor sólido de cacau? 20%!!! E que muitos chocolates vendidos aqui possuem cor e textura de chocolate, mas o sabor vem de produtos químicos e muito açúcar? Quer dizer, ouvimos muitas vezes os benefícios do cacau, mas quem disse que realmente estamos ingerindo cacau? Ou melhor, quanto de cacau ingerimos e quanto de tranqueira ingerimos?

Para se pensar né…

Pão de cevada

Hoje pude experimentar mais uma versão do pão de cevada feito com a sobra do processo de fabricação da cerveja It’s Beer (veja matéria sobre a It’s Beer), desta vez com toque de azeitonas – seria o It’s Bread? rs. Imagine comer quentinho saindo do forno… tem coisa melhor para o lanche da tarde? O pão é ligeiramente denso, mas com certa leveza. E o sabor bem marcante da cevada torrada. Pessoalmente adoro! Agora, imagine que além de uma bela cerveja, ter como produto pães deliciosos, não é uma maravilha?

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Para quem quiser saber mais um pouco sobre a cevada, segue a matéria da Folha de São Paulo.

Cevada já foi o grão mais consumido; Brasil está entre os grandes produtores

RACHEL BOTELHO
da Folha de S.Paulo

Quinto cereal mais importante do mundo, a cevada foi, provavelmente, o primeiro a ser cultivado no Oriente Médio e na Europa.

Na Antigüidade, ocupou durante um longo período o posto de grão mais consumido, mas hoje é utilizado principalmente como ração para animais e como matéria-prima para o malte usado na produção de cerveja.

Em Roma, foi perdendo popularidade nos séculos anteriores à Era Cristã possivelmente devido ao aperfeiçoamento das técnicas de fabricação de pão.

Por conter muito menos glúten que o trigo, a cevada dá origem a um pão denso, de textura áspera e cor escura. É o glúten que confere ao trigo uma apreciada textura firme e elástica e a capacidade para crescer.

“A farinha de cevada é mais adocicada, o que é ótimo para o fermento. Mas, para o pão não ficar pesado, precisa haver uma mistura com outras farinhas, porque ela é rica em proteínas, mas não forma uma boa rede de glúten”, explica Rogério Shimura, professor do curso de gastronomia da Universidade Anhembi Morumbi.

Para Shimura, o pão de cevada é encontrado basicamente em lojas de produtos naturais porque o brasileiro prefere pães brancos e leves. Na culinária, a farinha de cevada também pode ser adicionada a saladas e usada para espessar molhos.

Demanda

Segundo dados do IBGE, a safra de 2006 superou 200 mil toneladas, o que situa o Brasil entre os grandes produtores mundiais. Ainda assim, é insuficiente para suprir a demanda interna, obrigando à importação do produto.

A malteação é o principal uso econômico da cevada. Os grãos utilizados na fabricação de cerveja precisam ter boa capacidade germinativa e tamanho não muito pequeno.

Segundo Wilson Fornazier, mestre-cervejeiro da Ambev, depois de colhido, o cereal é submetido a um processo de malteação, ou seja, de germinação controlada, para induzir o grão a formar enzimas, que depois serão usadas na cervejaria.

“A cevada é a fonte primária do álcool: o amido se transforma em açúcar e este, em álcool. Além disso, ela transfere nutrientes para o fermento e contribui para o corpo da cerveja”, afirma Fornazier. “A cevada é sempre a mesma, mas o processo de malteação pode gerar maltes diferentes, que interferem na cor, no aroma e no paladar da bebida.”

Rico em fibras, em carboidratos e em minerais, o ingrediente deve ser evitado por portadores de doença celíaca (intolerância ao glúten). [Link da fonte]