Arquivo mensal: janeiro 2013

Figo! Figo! Figo!

Já que está na época do figo, bóra testar receitas, experimentar em restaurantes, e porque não, simplesmente comer fresquinho!

Não tem coisa melhor que comer produtos da estação, além de frescos, e no auge do seu sabor, os preços são ótimos. Imagine o figo que estava custando entre R$ 6,00 e R$ 7,00, esta semana comprei por R$ 1,30. Experimente em torta (Tarte aux Figues), terrine de frutas, saladas, uma simples bruschetta, e por aí vai.

Particularmente amei o Tarte aux Figues, com recheio de creme à base de amêndoas, um desbunde!

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As brusquetas, fiz teste com pão ciabatta e pão australiano, com queijos, mel, figos frescos, figos caramelados… também deliciosos, desmancham na boca…

COOK.2012.01_170Olha que charme…

COOK.2012.01_178E falando em produtos da estação, vale consultar a tabelinha do CEAGESP:

Clique para acessar o produtos_epoca.pdf

Dia de tietagem – Hideko Honma (cerâmica)

Aproveitando que estávamos almoçando na região, quando comentei que tinha um verdadeiro encanto por cerâmica e que um dia gostaria muito de fazer um curso, uma amiga me levou para um atelier próximo a casa dela, segundo ela um local que merecia ser visitado.

Então fomos até o local. De cara a fachada super style, amei! Na hora pensei, deve vir coisa boa… (o porteiro até deu uma risadinha para sair na foto…kkkk)

Spoon_MM_0013A porta trancada, que o porteiro abre na chegada dos clientes / visitantes. Um pouco intimidador, mas que dá um clima interessante, parece que estamos entrando em algum lugar valioso, quase como abrindo uma caixa de tesouro.

O ambiente é sereno, peças delicadas, expostas em harmonia. Cada ponto de luz, cada cor, cada móvel, parece estar milimetricamente ordenado, e a música ambiente, oriental, dá o toque final. Praticamente um mergulho em um mundo diferente, esquecemos completamente que estávamos andando pelas ruas de São Paulo.

Spoon_MM_0005Até o jardim interno tem um toque especial. Já vi muitos jardins com peças cerâmicas, mas o toque do azul, causa um impacto inesperado. Desculpem a foto que não ficou lá essas coisas…

Spoon_MM_0007As peças são lindíssimas. Posto algumas aqui na sequência.

Spoon_MM_0006Spoon_MM_0004Spoon_MM_0008Spoon_MM_0010Spoon_MM_0011E de repente aparece a Hideko Honma em pessoa para nos cumprimentar… Meo deus, segura coração… Eu não lembrava o nome dela (havia perdido a reportagem sobre ela há mais de 15 anos), mas quando veio falar conosco… Momento incontrolável de tietagem, comentei que adorava os trabalhos dela, que tinha visto a foto dela na revista… fique absolutamente imbecil, não sabia mais o que estava falando de tanta emoção..kkkk… Podem rir, sei que foi um momento “vergonha alheia”, hihihi…. Eu tremia, minha gente! Pode?… Então me perdoem as fotos meio tremidas… muita emoção, hahaha

Imaginei poder preparar um prato top para usar as cerâmicas dela… Mas aí olhava e pensava, nossa, mas são lindas demais para eu colocar alguma coisa, em cima… Tenho que aprender a cozinhar muito antes de poder usá-las, rs.

Outra coisa que sempre quis fazer, e por isso está aqui no tópico “Mimos”, é o curso dela, ainda não tenho condições, mas sempre estará no meu wishlist!!!

Ah, e claro, visitamos o andar de cima, onde são ministrados os cursos.

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Tietagens a parte, recomendo uma visita a este atelier maravilhoso! Interessado ou não em comprar alguma peça, é uma chance de apreciar obras de arte. Como minha amiga comentou, é como se estivesse  visitando um museu.

Fica na R. Pintassilgo, 429, Moema, São Paulo, SP

Site: http://www.hidekohonma.com.br/site2011/index-br.php#cursos

Finalmente: Moinho de Pedra!

Depois de tantas tentativas frustradas de conhecer o restaurante Moinho de Pedra, da chef Tatiana Cardoso, finalmente consegui visitar, e melhor ainda, em ótima companhia de amigos muito queridos. Valeu a pena a espera. A proposta da chef é de uma culinária natural gourmet, vegetariana, com refinamento de ingredientes genuinamente nacionais e orgânicos.

O ambiente é aconchegante e de muito bom gosto. Logo na entrada nos deparamos com um café e logo na sequência uma lojinha de produtos naturais, uma tentação.

Spoon_AG_0003Seguindo mais a diante o balcão onde são servidas as refeições. Ficam expostos os pratos do dia.

Spoon_AG_0007Tem também também sobremesas tentadoras, e o melhor é descobrir coisas inusitadas como o creme de abacate com cacau em pó, fica um creme de chocolate muito interessante. As massas das tortas vãos nozes e castanhas. Rico, muito rico! A torta de laranja estava magnífica, tanto a massa com a crocância perfeita quanto o recheio e as cascas de laranja suavemente carameladas. O creme de chocolate e o mousse de iogurte natural também estavam deliciosos.

Spoon_AG_0005Os ambientes tanto no térreo quanto no andar superior são uma graça. Abaixo a foto no térreo em frente ao balcão.

Spoon_AG_0002E o andar de cima na parte interna. Me senti dentro de uma revista de decoração, heheh… E ainda tem a varanda onde almoçamos, que é muito agradável.

Spoon_AG_0009E voilá, a  refeição que escolhi: arroz integral com mix de sementes, cozido de legumes orgânicos com cogumelos e leite de castanha, torta de legumes com queijo e brócoli, acompanhado de salada orgânica e suco de cenoura com gengibre e alguma outra coisa que me esqueci…ups…

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Tudo estava delicioso, e os sabores bem definidos com sal na medida. Recomendo super para todos os públicos, vegetarianos ou não.

Ah e claro, não resisti e visitei uma das cozinhas deles, super organizado, limpo e o pessoal muito animado e simpático!

O restaurante fica na R. Francisco de Moraes, 227, Chácara Santo Antônio.

Site: http://www.moinhodepedrarestaurante.com.br/home.html

 

Bom dia com panquecas!

Tem coisa melhor do que acordar e dar de cara com panquecas fresquinhas? E se fossem montadas com todo o carinho?  Um mimo para todos os sentidos…

Pequenos detalhes fazem toda a diferença!!

COOK.2011.12_002mPanqueca tradicional frita na manteiga com cobertuta de morango laranja e um fio de mel. E para acompanhar, sorvete de baunilha caseiro.

Churrasco improvisado do Jamie

Com esse tempo maluco de São Paulo, quase frio em pleno verão, esse semi churrasco que testei, receita do Jamie Oliver ficou ótimo! Apimentado, lembrando curry, para dar uma esquentadinha na refeição.

Primeiro a marinada com tanta coisa… nunca havia feito algo desse tipo – sementes de erva-doce, sementes de cominho, alho, sal, pimenta do reino, louro, tomilho, alecrim, páprica, vinagre balsâmico, catchup, casca e suco de laranja, azeite…. Olha só a riqueza dessa marinada:

COOK.2013.12_036E a carne, porco, que não era da receita, marinando um bocadinho:

COOK.2013.12_037E depois de assado no forno e na grelha japonesa para dar a tostada final. Tudo na base do improviso, porque não tenho uma churrasqueira (ainda, rsrs). Ainda aproveitei o que ficou no fundo da forma para assar batatas e fazer o molhinho. Valeu o resultado, é muito diferente de um churrasco que estamos acostumados a comer, na base de sal grosso, mas o sabor é bem interessante, lembra o curry, não aquele pozinho de cor mostarda, mas aquele japonês de preparação quase instantânea.

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Conhecendo culturas através dos mercados

Um dos atrativos imperdíveis em qualquer lugar que se vá, para mim, são os mercados. Nesses lugares é possível conhecer um pouco sobre a cultura local além de poder experimentar várias delícias, conhecer novos sabores, porque não?

O Mercado Municipal de São Paulo, tem a cara de São Paulo, com produtos de todas as partes do mundo. Um passeio não só para turistas de fora, mas também para os que moram na cidade.

Spoon Experiências GastronômicasÉ tanta variedade que muitas vezes fico tonta e acabo me esquecendo de comprar várias coisas. Foco neste local, definitivamente é algo bem complicado, rsrs.

Spoon Experiências GastronômicasParticularmente não sou muito fã do pastel de bacalhau que para mim é muito seco e salgado, e o famoso pão com mortadela, que para mim vem mortadela demais. Mas o sanduíche de filé mignon do Hocca Bar, no térreo, é de comer de joelhos!!

Spoon Experiências GastronômicasNo Japão, o que mais me chamou a atenção foi o mercado de peixes, impressionate a variedade, e tudo muito fresquinho. Nesses locais ainda existem praças de alimentação onde podemos degustar os peixes frescos. O melhor é a cumbuca com arroz de sushi e em cima escolhemos os frutos do mar crus de nossa poreferência. Inesquecível! Esse mercado era em Hokkaido.

JP_Mai2004_026Mesmo tento o hábito de comer comida japonesa desde pequena, nas feiras a gente encontra muita coisa inusitada. Mercado em Kyoto.

Spoon Experiências GastronômicasFalando em frutos do mar, Santiago, Chile também era bem interessante, com um monte de nomes que não fazia idéia do que poderia ser. Bem, por ser japonesa, tive que aguentar os vendedores  empurrando ouriço do mar, uma iguaria muito apreciada pelos japoneses, mas eu ainda não aprendi a apreciar…rs…

PBC.2003_022E o merdado de Santiago era simplesmente um charme.

PBC.2003_019Em La Paz, Bolívia, o famoso Mercado das Bruxas – estatuetas, fetos de lhama, coisas que não consegui identificar…

PBC.2003_001Poções para amor, dinheiro, força, importência, “remédios” e mais ervas…

PBC.2003_002No Peru a Feira de Pisac no Vale Sagrado. Milhos coloridos que nunca tinha visto…

PBC.2003_009Frutas da região…

PBC.2003_010Temperos… Lindo demais esses coloridos, um encanto!

PBC.2003_011Na feira ao ar livre em Puno, grande variedade de batatas. Tomei uma sopa que vinha com batatas pretas, muito bizarro. Claro que perguntei primeiro se tinha pedaço de algum bixo dentro da sopa, hehe, mas era vegetariano!

PBC.2003_015Enfim, independentemente, se é um mercado charmoso como o Mercado Municipal de São Paulo ou o mercado de Santiago, simples como as do Peru ou Bolívia, ou mercados urbanos como o Whole Foods dos EUA, que amo, é uma forma muito divertida e gostosa de conhecer as diversas culturas! Costumo dizer que mesmo cidades no meio do nada, o fato de ver um mercado quase sem produtos, ou de má qualidade, é interessante, pois reflete a realidade local.

Esfihas! Uma paradinha básica entre a 25 de Março e o Mercado Municipal

Quando vou para o Mercado Municipal e/ou a 25 de Março, um lugar que gosto muito de lanchar ou almoçar é o Raful. Além de boa comida, possui um ambiente bom e amplo, um pouco mais sofisticado em relação aos seus vizinhos. Quando penso em esfiha, logo lembro desse restaurante e tento ir para lá, o que não é nada ruim, pensando em poder dar uma passada no mercadão também, rs.

Spoon Experiências GastronômicasJá na entrada as esfihas irresistíveis, a folhada então…

Spoon Experiências GastronômicasOs doces…

Spoon Experiências GastronômicasE claro, tem os outros pratos tradicionais que você pode pedir nas mesas.

Spoon Experiências GastronômicasFica na R. Comendador Abdo Schalin, 118, Centro, paralela a 25 de Março. Eles tem também uma unidade na Av. Brigadeiro Luís Antônio, 2159.Site: http://www.raful.com.br/

Vale a pena conferir!

Friozinho com preguiça

Sabe aquele dia frio, com chuva e que você está cansada ou naquela baita preguiça?

Porque não preparar um Croque Monsieur? Mesmo que seja improvisado… rs.

Hoje foi um desses dias, e sem os ingredientes originais. Então resolvi improvisar, use um pão mais macio, queijo muçarela, presunto, queijo parmesão, e no molho branco acrescentei um pouco de mostarda de dijon e um restinho de queijo gosgonzola. Tudo pro forno!!! Esquenta até a alma.

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Congelamento de Ervas – parte 2

Bem, resolvi então testar o congelamento, deixando uma tarde murchando a erva, para que perdesse parte da água, como sugerido. Escolhi a hortelã e o manjericão para o teste e fiz dois tipos, com folhas murchas e folhas frescas, inteiras e picadas. O congelamento em si foi bom, somente escurencendo um pouco no caso das ervas picadas, em ambos os casos, murchos e frescos (metade da esquerda eram murchos e metade da direita frescos. Na figura 1, é possível ver que até saíram bonitinhas do freezer. Mas em questão de segundos foi escurecendo, foi muito rápido mesmo (Figuras 2 e 3). A hortelã parece que sofreu menos que o manjericão de forma geral (Figura 4 é a hortelã e Figura 5 o manjericão). Na Figura 6 o estado da folha de manjericão, o famoso pretejado.

Spoon_TC_0019Fui pesquisar mais um pouco… Segundo McGee, embora a temperatura de congelamento em geral reduza a atividade enzimática e todas as demais atividades químicas, certas reações, são ao contrário, intensificadas pela concentração induzida pela formação de gelo. Uma dessas é a decomposição de vitaminas e pigmentos por obra das enzimas. Então, na sequência o livro falava do branqueamento, vulgo mergulhar em água fervente por 1 ou 2 minutos, esfriar, secar e congelar, para minimizar esse problema. Então resolvi tentar.

Na Figura um fervi por 1 minuto, mesmo porque as folhas são muito pequenas, achei que mais tempo iria estragá-las. Esfriei e sequei rapidamente (Figura 2) e congelei imediatamente. A Figura 3 é antes de entrar no freezer. Após o congelamento sairam bonitinhos e crocantes (Figura 4). Deixei alguns minutos ao ar livre e continuaram bonitos (Figura 5), reparem que não escureceram. E por fim, deixei aproximadamente 4 horas ao ar livre e murcharam, mas continuaram relativamente verdes! Não é legal??? hehehe

Spoon_TC_0032Moral da história, se for congelar as ervas frescas que escurecem com maior facilidade, parece que é melhor secar bem e retirar do congelador apenas na hora de utilizar, e usar somente para cozinhar, não para decorar pratos. Se for branquear, acho que dá para utilizar até na decoração, mas dá muito mais trabalho na preparação. Mas o melhor mesmo é ter um vasinho em casa, se possível, ou otimizar receitas na semana que utilizem a erva.

O fatídico evento Chefs na Rua

Hoje resolvi conhecer o evento Chefs na Rua, que está acontecendo em frente ao Teatro Municipal. Como está em sua terceira edição, e com críticas em relação à organização do ano passado, achei que teriam melhorado. Fui com fé.

O evento estava marcado para começar às 14hs, achei melhor ir um pouco depois, pois poderiam ainda estar terminando de ajeitar as coisas. Cheguei um pouco antes da 15hs e quando desci do ônibus quase no local do evento, a visão do inferno, multidão, coisa que detesto…

Spoon Experiências GastronômicasPrimeira barraca que vi, estava escrito Estrogonofe… nossa, já me bateu o maior desânimo, sério? Andei mais um pouco, filas grandes, estilo playcenter na infância? Poutz…

Spoon_2013.01.25_006A escadaria do Teatro Municipal virou uma arquibancada para os comensais e pessoas tirando fotos. Andar? Só esbarrando em pessoas, pessoas, mendigos, pessoas, moleques de rua, pedintes, fotógrafos, ahhhhhhh.

Até que encontrei uma amiga, o que me fez sentir um certo alívio. Foi só o tempo de eu perguntar que horas ela havia chegado e grudou um pedinte, que apesar dela dizer que estava segurando pratos que não eram dela, só parou de nos molestar quando demos uma coxinha. Poucos momentos depois chegou a amiga dela, era 15hs, e ela informou que havia pego os últimos pratos da barraca de bacalhau. Sério? Era um que eu queria experimentar, e como assim, acabou em 1 hora??? Que organização é essa? Nessa hora pedi licença para tentar pegar a maior fila, a do Hamburguer de pato, vai que acaba, né. E no caminho, a belezura de lixo. E olha que tilha lixeiras espalhadas a rodo em todo o evento… Aquilo, as pessoas veem lixo, vão seguindo o exemplo, o de sempre…

Spoon Experiências GastronômicasE finalmente achei a barraca do hamburguer, o difícil foi achar o fim da fila. Passei por apresentações musicais irritantes (os mesmos que ficam nessa área diariamente), moleques  chutando latas em cima das pessoas que passavam, catadores na sequencia pegando essas latas, mendigos pelos cantos, pessoas fulando fila…. Consegui comprar o lanche em 30 minutos cronometrados. E finalmente o Hamburguer de pato:

Spoon Experiências GastronômicasOlha, se não fosse esse hamburguer delícia, juro que só teria falado mal desse evento. O pão estava muito macio, o recheio considerando um evento, estava até que generoso, a maionese combinava bem e o pato bem temperado. Pena que o contexto em nada ajudou a apreciar melhor esse lanche. Imagine vc comendo isso com pessoas de tudo quanto é tipo esbarrando, cheiro podre de região central onde costuma ter gente demais, e som irritante. E comendo o tal do lanche, fui furtada, um celular velho, mas foi furto.

Bem, apesar de tudo, ainda saí emocionalmente menos abalada, pois os policiais que me atenderam foram extremamente atenciosos e gentis. Fizeram o Boletim de Ocorrência (BO) na hora e como disseram chegou rapidinho no meu email. No meio do atendimento, informaram que outras pessoas já haviam feito BO nesse evento e que eles não tinham efetivo suficiente para um evento desse. E quase no fim do meu atendimento começou a formar uma fila de pessoas para fazer BO também, isso com o que, 1 hora de evento??? Medaaa…

Apesar do hamburguer gostoso, infelizmente a experiência como um todo desse evento foi péssima. Evento várzea!!!!

Nossa, como senti saudade do evento “O Mercado”, que diferença abismal…. Além de tudo já relatado, senti muito a falta da interação entre chefes e o público, seja pelo bate-papo que comumente acontecia em “O Mercado”, e a atuação deles na preparação dos alimentos. Hoje parecia mais uma fila de bandejão, filas enormes, você paga, pega o alimento e sai, num movimento quase que mecânico.